domingo, 17 de março de 2019

Livro: Corte de Gelo e Estrelas

Olá amores!

Vocês sabem da minha grande paixão pela série Corte da Sarah J Maas, certo? Os três primeiros livros são muito maravilhosos e por isso, não perdi tempo ao adquirir o "Corte de Gelo e Estrelas" publicado recentemente pela Galera Record, mesmo com as várias críticas negativas que a obra vem recebendo.


Neste livro, o mais curto de toda a série, vemos nossos personagens se adaptando a nova vida após a grande guerra e infelizmente, não foi o que eu esperava. Fiquem tranquilos que não será um post com spoilers, tá? Será mais um desabafo, sobre expectativas x realidade, rs. 

Que não acontece nada realmente relevante, eu já sabia. E nem é isso que me incomoda, o que me deixou #chateada, foi o fato do enredo ficar amarrado e para alguns personagens até ter regredido. Gosto do fato dos capítulos terem narrações de diversas perspectivas, mas alguns fatos me fizeram pensar: "sério mesmo que vai seguir por essa linha?". 

O que talvez mais tenha me incomodado foi o plot da Nestha, ela já é uma personagem chata por natureza só que após "Corte de Asas e Ruína", eu achei que ela ia ser mais tolerável. Grande decepção! E a Feyre sendo baba ovo dela me irritou muito. Ah, dane-se a irmã! Se ela não quer contato, para que forçar? --' Só cortar o dinheirinho que ela volta e aprende a ser mais agradecida.

Capa estrangeira do livro

Elain ficou naquela zona de segurança, nada que me faça dizer "UAU, quero mais". E agora que os próximos livros serão das duas personagens (Elain e Nestha) queria uma promessa maior para ambas, mas não. Feyre ainda é o foco e se fosse para ver mais cenas 'quentes' dela e de seu parceiro, seria melhor que esse livro não existisse. Sendo sincera. 

Outro fato que preciso destacar é sobre o laço de parceria de Lucien, confesso para vocês que ainda não me desce e ouso dizer que jamais descerá. O que eu mais gostei foram os capítulos envolvendo Tamlin. Pois é, quem diria... Ele fez por merecer tudo o que tem agora, só que não posso deixar de ficar com um pouquinho de dó, rs. Maas soube retratar muito bem a solidão e a amargura na Corte Primaveril

A edição está linda, maravilhosa. Capa impecável. Uma pena que o conteúdo não acompanhe o alto nível. Para quem leu os agradecimentos, dá para entender um pouco o porquê essa obra é frustrante. A autora justifica o fato desse livro ser apenas uma novela e não um livro em si como era o combinado, o pai dela sofreu um infarto, ficou entre a vida e a morte e além de tudo ela se descobriu grávida. Então, é compreensível que ela não estivesse preparada ou focada na escrita e infelizmente, teve que cumprir um prazo editorial. E a gente? Tem que ter paciência, rs. Se vou deixar de ler os livros dela? NÃO. Se vou continuar torcendo para Nestha se tornar agradável? SIM. E Elain merece o seu final feliz também.


Espero não ter decepcionado muito vocês. Acredito que seja mais um post de desabafo do que uma resenha em si, mas era necessário expor alguns pontos para quem quer ler não se desapontar tanto. PORÉM, destaco aqui que até o livro 3 é uma leitura SENSACIONAL e que merece todo o destaque do mundo, ok? Não deixem de ler a série Corte, pois este livro é dispensável e há um final adequado no "Corte de Asas e Ruína sim. 

Minha Classificação: ♥ ♥ (2/5) - Regular

- Alessandra Savia

sexta-feira, 15 de março de 2019

Words Challenge 2019 - Peixes

Olá amores,

Vamos ler um texto com a personagem do signo de Peixes? Suas principais características são o lado sonhador, indeciso, apaixonado, sensível, altruísta e nobre. Eu e a Pam do Interrupted Dreamer escolhemos as seguintes palavras: calhamaço, aquilo, favorito, fúria, dolorido, coluna, roedor e hora


Words Challenge 2019 - Peixes

Desde que comecei a trabalhar com voluntariado minha vida mudou. Não apenas por eu fazer a diferença na vida do outro, mas porque eu comecei a me entender como ser humano. Passei a valorizar mais o pouco que tenho e acho que até me tornei mais decidida. Lembro de quando contei a minha mãe sobre meu desejo de trabalhar nessa fundação com crianças órfãs e ela me disse que eu não duraria uma hora aqui. HÁ-HÁ-HÁ. Quem está aqui há seis meses e não tem vontade de ir embora? EUZINHA DA SILVA.

Confesso que estou bem cansada de ler os calhamaços que estão sobre minha mesa há mais de uma semana. É um cargo difícil arrumar recursos para manter a ONG funcionando, só que tudo é recompensado quando vejo esses olhinhos brilhando de felicidade para mim. Hoje, faremos uma festa para comemorar os aniversariantes do mês e eu inventei de preparar os bolos eu mesma... Pois é, ideia de girico. Minha coluna dolorida não aguenta mais e ainda falta fazer a cobertura de brigadeiro para as quatro assadeiras de bolo de chocolate que fiz. Ou talvez deva assar mais uma massa? Acho que é melhor, vai que uma criança fica sem seu pedaço... Não quero arriscar.

Começo a medir a farinha para a nova fornada e meus pensamentos voam longe... O que seria de mim como uma grande chef de cozinha? Eu poderia ter um ajudante para me organizar melhor, igual àquele filme do roedor bonitinho... Como chama mesmo...

- Ratatouille?

As palavras vindas da porta da cozinha me assustam, mas eu sorrio. É o Pedro, só podia ser o Pedro.

- Isso mesmo! Eu estava pensando alto novamente, não estava?
- Estava, mas eu gosto disso. Você inspira as crianças. - Ele limpa a farinha que insiste em cair no meu nariz.
- Inspiro a serem indecisas? - Acho graça da sua personalidade. Pedro sempre tenta ver o melhor das pessoas.
- Não. A sonharem.

Nos conhecemos quando eu entrei aqui na ONG e ele sempre me deu a maior força, principalmente, quando minha mãe não apoiou minha decisão de vir para cá. A fúria de Dona Elizabeth foi uma das grandes dificuldades que tive de enfrentar para enfim encontrar meu caminho. O grande problema é que ela ainda tem poder sobre mim e me deixa na dúvida se lá no fundo, não pode estar certa. 

- Está fazendo de novo.
- O que? - digo apressada.
- Viajando nos seus pensamentos e deixando o mundo real de fora. - Ele está secando as mãos no pano de prato úmido e pegando a margarina para untar a forma. 
- Desculpe, é só que... Parece tão distante da minha realidade - decido abrir meu coração, afinal, quem sabe Pedro não me ajude? Ele é sempre tão receptivo.
- Distante da sua realidade? Do que exatamente estamos falando? Sobre bolos, sobre ratos que cozinham ou sonhos?

Era aquilo. Aquilo que eu mais queria. Alguém que simplesmente me tirasse dos pensamentos e me fizesse sorrir. 

- Posso dizer... tudo? - Dei de ombros enquanto ele permanecia sorrindo.
- Pode. Você pode o que quiser, Aline. 

Talvez Pedro fosse a minha pessoa favorita do mundo. E talvez, eu acabasse me dando conta de que tinha me apaixonado. 



- Alessandra Salvia

terça-feira, 12 de março de 2019

Série: The Umbrella Academy

Olá amores,


No final de semana do carnaval, o bloquinho Netflix passou aqui em casa e a maratona especial foi de "The Umbrella Academy", uma série que eu (particularmente) não daria nada, mas que me prendeu no sofá!!!


Quando crianças, eles eram considerados super-heróis, mas agora, muitos anos depois, cada um seguiu seu rumo. Estamos falando de 7 crianças que nasceram no mesmo dia e foram adotadas por um milionário excêntrico. Cada uma, descobriu ter um poder especial, menos a número 7 que vivi isolada até hoje. 


Como vocês devem ter percebido, estou meio desanimada de assistir séries de super-heróis, porém decidi me aventurar nesta pelos elogios que venho tendo de alguns amigos. E não me arrependi. Eles até podem tentar salvar o mundo do apocalipse, só que não vejo a série como aquelas outras que colocam situações absurdas e um homem com lycra no comando. Aqui o poder de cada um é discutido sim, mas também tem toda a questão familiar e o quanto as responsabilidades atribuídas as crianças as afetaram. É como ver o futuro de um super herói aposentado, sabe? Nem tudo são flores e glória por salvar vidas! Até porque, é preciso lembrar que eles mesmos são seres vivos com sentimentos e desejos (não sei se posso classificá-los como seres humanos, rs) 

Cada irmão tem seu próprio destino e também seus próprios problemas pessoais, o pai (o tal milionário chamado Sir Reginald Hargreeves) não era um exemplo de amor para as crianças e daí todos crescem com questões a resolver. Basicamente, todos precisam de terapia, mas é inegável que alguns são melhores do que outros quando se trata de plots. Klaus (o número 4) é sem dúvida o melhor irmão! Ele traz um toque de humor para a família e se mostra bem poderoso com seu dom de ver/falar com espíritos. Luther e Diego (número 1 e 2, respectivamente) são dois chatos arrogantes e que só fazem titica, a sorte é que Diego melhora e o azar é que Luther piora, rs. Já Allison (a número 3) se mostra mais preocupada com a filha que mora com o ex marido e com a irmã Vanya (a número 7) do que em lutar para o mundo não acabar, rs.


Acredito que a série tenha feito mais barulho por contar com Ellen Page no elenco, ela é a número 7, a excluída do grupo. Logo nos primeiros episódios, a vemos tímida, sem muito espaço, só que quando a história avança, percebemos o motivo dela estar ali. Ela assume um protagonismo e atua como tal. Destaque também para os efeitos especiais que a personagem exige nos episódios finais, foi tudo muito bem executado! Além da presença de Pogo que foi sensacional. Apesar que não apenas os efeitos especiais merecem elogios, acho que produção como um todo foi muito feliz aqui. Gostei demais do cuidado que tiveram para o enquadramento do personagem Luther, sempre percebemos sua 'grandeza' e 'desproporção' graças aos jogos de câmera.

Os vilões são Hazel e Cha-Cha, para quem desconfia que os conhece de algum lugar, digo que sim: Hazel é interpretado por Cameron Britton, o Edmund Kemper de Mindhunter que tanto elogiei aqui. E Cha-Cha é a cantora Mary J Blige. Ambos trabalham para A Organização, cuja diretora é Kate Walsh, a Addison de Grey's Anatomy, rs. 


Para quem busca uma série leve e divertida, talvez essa não seja recomendável. De início pode até te enganar, mas ela evolui muito, mostra-se extremamente inteligente pelas reviravoltas na linha do tempo e consegue impactar com cenas de violência e sangue. Não chega a ter grandes plot-twists porque você consegue adivinhar o rumo da história, mas isso não a faz perder o brilho. 

Como pontos negativos, tenho dois. O primeiro seria que os primeiros episódios são muito longos e até se tornam arrastados, porém felizmente encontra-se um ritmo (acredito que o enredo em si é uma crescente e por isso não vou deixar isso afetar negativamente na nota da série). E o segundo ponto é que faltou a presença policial na série. Alguns personagens desaparecem, outros morrem e tudo fica por isso mesmo, sabe? Nada é muito desenvolvido quando se trata de justiça legal.

AH!!! Outra coisa maravilhosa na série é a trilha sonora! Temos muitas cenas em que as músicas tornam-se as grandes responsáveis por nos inserir nas cenas. Detalhe que logo na primeira cena temos O Fantasma da Ópera nos violinos. De arrepiar!!!

Sendo uma adaptação de quadrinhos, "The Umbrella Academy" traz um desfecho totalmente aberto e esperançoso. Uma série para se maratonar e esperar ansiosa pela sequência que não tem motivos para não acontecer, já que agora a obra tornou-se uma das campeãs de audiência da Netflix, superando até mesmo Stranger Things


Agora, me conta. Você já assistiu? Gostou da dica de hoje? Deixem seus comentários!

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhosa!

- Alessandra Salvia

domingo, 10 de março de 2019

Livro: A Garota no Gelo

Olá amores,

Quem quer mais dica de thriller? Hoje, vamos falar de "A Garota no Gelo" escrito por Robert Bryndza e publicado pela Editora Gutenberg. Este, é o primeiro caso que conheceremos de Erika Foster e já temos mais 3 livros da série publicados aqui no Brasil.


Após o sumiço de uma socialite chamada Andrea Douglas-Brown, um corpo aparece congelado e a detetive Erika Foster assume o caso para trazer o responsável à tona o mais rápido possível. Porém, ela precisará lidar com a família da vítima tentando interferir na investigação o tempo todo e com um assassino em seu encalço

Como a maioria dos thrillers, esse livro vai se aprofundando na vida da vítima e desvendando segredos obscuros. Erika sabe que Andrea esconde muitas coisas quando o celular encontrado com ela, não possui nenhuma informação realmente relevante. Quem nos dias de hoje não tem um celular recheado de fotos, mensagens e redes sociais ativas? Ainda mais sendo uma jovem, rica e frequentadora de grandes festas luxuosas. 



A obra retrata bem o quanto a política policial é complicada, consegui entender e identificar os conflitos internos dos oficiais e acredito realmente que esse é um diferencial importante no livro. Vemos várias questões internas ali, tanto de hierarquia, quanto de orgulho e também de subordinação para com a sociedade privilegiada, como é o caso da família Douglas-Brown que realmente acredita que o dinheiro tudo compra e que estão acima da lei. Prova disso é que a detetive Erika coloca seu sexto sentido em prática e é acusada de insubordinação diversas vezes só porque gostaria de seguir uma outra linha de investigação

A detetive tem o poder de nos envolver com sua intuição e também com seus traumas do passado. Não sabemos ao certo tudo o que aconteceu, mas é evidente que a perda do marido mexeu com ela, então em paralelo ao caso de Andrea, vemos o desenvolvimento de uma personagem inteligentíssima tentando superar as dores da perda. Acredito que teremos uma maior abordagem disso nos próximos livros da série.



Outro ponto muito legal da história, é que em alguns momentos temos a visão do assassino, mesmo sem saber quem ele é. Confesso que tinha suspeitado dele, mas a justificativa e a construção do personagem foram muito bem executadas, ou seja, fiquei muito feliz com a conclusão do caso mesmo não sendo 100% surpreendida. Ainda mais com a reta final sendo tão intensa quanto foi, quando Erika se vê em perigo, é como se nós sofrêssemos junto com ela, nós prendemos a respiração, nos desesperamos e imploramos para os parceiros chegarem o mais rápido possível.

E por falar em parceiros, preciso dizer que a presença de Moss e Peterson completaram a obra, deixaram Erika mais humana. Senti que a detetive desaprendeu ou não sabe lidar com emoções, porém ainda tem a empatia e o respeito de sua equipe. Em breve, teremos resenha de outros livros da série e aproveito para elogiar também a capa feita pela Gutenberg que chamou minha atenção na hora em que bati o olho, rs.


Extremamente Girl Power (mas escrito por um homem - UAU!), "A Garota no Gelo" tem uma protagonista inteligente, corajosa e humana para resolver um caso complicado e grandioso. Super recomendo para quem busca um romance policial de qualidade. É daqueles para devorar! 

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!

- Alessandra Salvia

sexta-feira, 8 de março de 2019

Texto: Dona de Mim

Olá amores,

Feliz Dia Internacional das Mulheres!!! Hoje, o texto será um pouco reflexivo e espero que inspirador para algumas pessoas. Quero ajudar a abrir os olhos daquelas mulheres que não acreditam em si mesmas, o mundo pode não dizer, mas eu digo: vocês são maravilhosas! ♥ 


"Quando eu era criança, via as mulheres da minha família como exemplos a serem seguidos. Elas uniam todos em torno da mesa, elas eram as responsáveis pelos abraços apertados e pelos cafunés depois de um dia ruim. Porém, apenas com o tempo percebi que essas mulheres podiam não demonstrar, mas era muito complicado manter a voz ativa em uma casa onde os homens saiam para trabalhar fora e as deixavam afastadas da realidade.

Perdi as contas de quantas vezes as vi sendo ignoradas só por terem uma opinião diferente sobre política ou sobre economia. Perdi as contas de quantas vezes, as vi irem para seus quartos antes da novela das 21h, somente para os maridos assistirem o Jornal Nacional em paz. 

Hoje, quando olho para trás e penso sobre algumas atitudes dos meus avós, só sinto tristeza. Não tenho raiva ou mágoa, pois entendo que foi essa a criação que tiveram, mas até quando elas aguentariam? Até quando você mulher precisa aguentar uma situação que a deixa infeliz? 

Descobri que estava me tornando submissa quando meu próprio namorado me disse que não queria que eu trabalhasse. Afinal, para que eu precisaria ter uma independência financeira? Por que eu precisaria pensar por mim mesma? Dei um basta antes que fosse tarde demais. Naquele momento, eu tive que ouvir a voz da razão por mais que doesse.  

E felizmente, eu acordei, eu segui em frente. Descobri que nós amadurecemos. Não apenas como seres humanos, mas também como sociedade e aprendemos que a igualdade e o respeito são elementos básicos para nossa sobrevivência. 

Gostaria que todos tivessem o apoio e incentivo que tive. Minha mãe sempre lutou para eu ser o que quiser. Para eu fazer apenas aquilo que me faz bem. Aprendi com sua força e perseverança. Devemos ser donas de nossas próprias vidas e sempre: buscar a felicidade ♥"


- Alessandra Salvia

terça-feira, 5 de março de 2019

Uma Amiga Indicou: Period. End of Sentence

Olá amores,

Hoje, é dia de "Uma Amiga Indicou" aqui no blog. Eu, Carol do 'A Colecionadora de Histórias', a Priih do 'Infinitas Vidas', a Carol do 'Caverna Literária' e a Pâm do 'Interrupted Dreamer' vamos trazer dicas totalmente emponderadas a vocês neste mês de março, afinal, temos que comemorar o 'Dia Internacional das Mulheres', não é mesmo? Sendo assim, o 'Estante da Ale' selecionou o documentário vencedor do Oscar, o chamado "Period. End of Stence" como destaque.



Talvez você já tenha ouvido falar sobre o tal curta metragem sobre menstruação que vem dando o que falar. A obra nos mostra como uma pequena vila rural em Delhi, na Índia, reage a menstruação e aos absorventes. Algumas famílias tratam o assunto como pecado ou algo impuro, tanto que as moças nesse estado, não podem nem entrar nos templos para orar. Algumas precisam até deixar a escola, pois não há infra-estrutura para uma simples troca de absorvente.


Ops. Ou melhor dizendo, paninhos. Pois lá, é usado qualquer tipo de tecido para colocar nas partes íntimas, não tem higiene ou proteção. É desesperador ver a situação na qual vivem. E o mais triste é que muitos agem como se aquilo fosse o correto. Há muita discriminação e falta de conhecimento. 


Com apenas 26 minutos de duração, o documentário impressiona. A falta de recursos e também a pressão que a sociedade impõe sobre elas é triste demais. Até porque não é abordado apenas o tema 'menstruação', vemos o quanto as mulheres ali são reprimidas, algumas citam o fato do casamento acabar com a possibilidade delas terem os sonhos realizados, ou acabar com a própria identidade da mulher. Já imaginaram algo assim? Parece algo distante da nossa realidade, mas para aquelas garotas é a única vida que conhecem.

Dirigido por Rayka Zehtabchi e produzido por Melissa Berton, o curta também nos mostra o início de uma produção de absorventes, as próprias mulheres da região se unem para trabalhar e dar uma condição melhor as outras. Afinal, como é uma vila precária, o valor do produto também é um fator decisivo na hora da compra. É inspirador ver a força e vontade de melhorar a vida. 

Nome do documentário em português é "Absorvendo o Tabu"

Quero deixar claro aqui que respeito muito a religião e a Índia como uma nação. Porém, eu realmente espero que esse seja o ponta-pé inicial para a temática deixar de ser um tabu e as mulheres do mundo começarem a ter acesso a infra-estrutura básica. Conhecimento é poder e elas precisam saber que não devem ter vergonha de nada. 

Desta forma, finalizo dizendo que todos necessitam assistir ao documentário e caso queiram ajudar, deixo aqui o site para arrecadar fundos e ajudarmos essas mulheres que passam por grandes dificuldades: The Pad Project.

- Alessandra Salvia




domingo, 3 de março de 2019

Livro: Corações Quebrados

Olá amores,

Como estão? Hoje, vamos falar de um livro que tocou meu coração de uma maneira bem forte: "Corações Quebrados" da autora portuguesa Sofia Silva que foi publicado aqui no Brasil pela Editora Valentina.


Esse livro faz parte da série Quebrados, porém sua história é totalmente independente então pode sim ser lido em separado. Aqui, conheceremos Emília, uma garota que precisa lidar com a dor da perda de sua linda e amável família e Diogo, um soldado que perdeu amigos e viu a guerra de perto. Em estágios diferentes da depressão, Diogo ajudará Emília a voltar a ter fé na vida. 

Eu não quero entrar em muitos detalhes da história, porque cada descoberta desse casal é como se levássemos um tapa na cara para acordarmos, sabe? É uma obra intensa, forte e que tem uma construção bem interessante. O leitor já começa sabendo das perdas. Por mais que haja cenas específicas do acidente de Emília, no início de tudo já temos os problemas apresentados, agora o desenvolvimento será como os personagens se levantarão, vamos aprender junto com eles a dar a volta por cima e ver a beleza e esperança na vida novamente.



A escrita da Sofia é MUITO poética, em diversos momentos eu ficava arrepiada com os diálogos, com os pensamentos, com as mensagens que nos são passadas. E só lendo para você entender, porque é um romance, mas juro que parece uma poesia. Os sentimentos são tão reais! É como se estivéssemos naquela situação. Sofia não suaviza em momento algum. Ela traz cenas carregadas de dor e verdade, dá para perceber isso se você já conviveu com alguém que tem depressão. 

Outra coisa que preciso destacar é que além da relação de amor, parceria e respeito que os protagonistas possuem, a obra possui um senso de conscientização muito relevante. Conseguimos sentir empatia pelos problemas dos outros e também aquela vontade de fazer a diferença na vida de alguém. Ainda mais pelo fato de que existem milhares de pessoas pelo mundo que se enxergam em situações de desespero e solidão. Um levantamento realizado no ano de 2018 pela OMS constatou que o Brasil é o país da América Latina com o maior índice de pessoas depressivas, com 9,3% da população sofrendo deste mal. E há um estudo dizendo que em 2020 este será o maior motivo de afastamento do trabalho, ou seja, ao invés de termos uma visão de futuro positiva, temos uma projeção extremamente negativa. Muito preocupante!



A edição da Editora Valentina está linda demais! Os detalhes dos pássaros na capa são belíssimos e a diagramação muito caprichosa. O ritmo de leitura é ótimo e não encontrei erros de digitação. A linguagem dos personagens possuem algumas divergências, pois a Emília é brasileira e Diogo é português, porém nada que atrapalhe, muito pelo contrário, algumas palavras usadas por Diogo trazem uma ambientação própria a história e entendemos tudo perfeitamente. 



A sensibilidade de "Corações Quebrados" é única e isso faz o livro ser incrivelmente maravilhoso! Não tenho palavras para descrever o quanto me envolvi e o quanto fiquei emocionada com a história de amor e redescoberta. Recomendo ao mundo de olhos fechados! Sofia Silva, você tem um dom de Deus.

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!!!

- Alessandra Salvia

sexta-feira, 1 de março de 2019

Texto: Stone Cold

Olá amores,

Mais um texto inédito para vocês e dessa vez é inspirado em uma das minhas músicas favoritas da Demi Lovato, a chamada 'Stone Cold'. Talvez apareçam mais textos inspirados nas canções da artista, mas é porque eu a adoro! rs. Ah, não se esqueçam de deixar seus comentários, hein? ;) 


Alguns dizem que sou fria como pedra. Outros dizem que estou destruída, mas não quero deixar transparecer. Sabe qual é a grande verdade? Eu estou apenas aprendendo a lidar com a montanha russa de emoções que tenho dentro do peito.

Já pedi a Deus inúmeras vezes que eu encontre a paz. Que eu simplesmente consiga entender os motivos pelos quais a vida mudou em poucos minutos. 

Ainda dói. Dói muito pensar no ontem e ver o quanto éramos felizes. Será que tudo não passou de uma ilusão? Talvez eu não deva ter a resposta para isso. Preciso seguir em frente e deixar o passado onde ele realmente pertence.

Confesso que já tentei viver no futuro para acalmar essa nostalgia eterna. Vivi vários meses na esperança de que dias melhores viriam. Também não funcionou. Fazer muitos planos pode trazer grandes decepções e eu já estou farta disso. 

Quero poder levantar toda manhã e simplesmente sorrir. Sem medo do que me aguarda. Eu não quero ser fria como pedra. Eu não sou fria como pedra. 

Demorou, mas aprendi a viver um dia de cada vez. Aprendi a agradecer pelos pequenos prazeres da vida, como um café quente num dia frio ou um abraço apertado quando estamos tristes. E assim, finalmente, eu consegui dizer adeus, estou feliz por você.


- Alessandra Salvia

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

TAG: Carnaval dos Livros

Olá amores,

Essa terça-feira, vamos fazer algo diferente de trazer séries, vamos fazer uma TAG especial de Carnaval, que tal? Eu não sou muito fã da folia, prefiro ficar em casa lendo meus amados livros, mas por que não comemorar a data? \o/ A TAG foi criada pelo canal Pronome Interrogativo e espero que vocês gostem!



CATEGORIAS

☆ Samba-enredo: Seu livro favorito de todos os tempos:

Difícil expressar tudo o que esse livro representa para mim. O melhor. Em breve, uma resenha completa.

☆ Mestre-sala e porta-bandeira: Um livro com um casal arrebatador:
Emília e Diogo. Resenha em breve!

☆ Harmonia: um livro que tenha sido bom do início ao fim:

Um dos melhores thrillers que já li. Resenha AQUI.

☆ Comissão de frente: um livro com uma capa que faz jus à história:

Capa amorzinho como a história. Resenha AQUI.

☆ Evolução: um livro com uma história perfeita, sem tirar nem por:


Ache um defeito em Sarah J Maas. É um desafio. Resenha AQUI.

☆ Rainha da bateria: uma escritora que samba na cara da sociedade:

Colleen Hoover é uma diva! Nunca decepciona em seus livros.

☆ Bateria: um livro que tenha feito seu coração bater mais forte:

Só de lembrar, fico sem fôlego. Resenha AQUI.

Agora me contem, quais seriam as escolhas de vocês? Neste Carnaval, vou passar acompanhada de um belo thriller que já já vocês descobrirão qual é!!! 😜

- Alessandra Salvia

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Livro: Orgulho e Preconceito

Olá amores,


Vamos para a resenha do clássico do mês? "Orgulho e Preconceito" da Jane Austen, na verdade, já tem uma postagem aqui no blog, porém é de uma edição pocket e um pouco complicada para se ler, então resolvi fazer a releitura com uma edição nova que a editora Martin Claret lançou recentemente e que por sinal é MUITO MARAVILHOSA!

O uso das cores, a capa ser dura, a fitinha marcadora, o desenho no meio da obra... Tudo está impecável e fico feliz demais em ter esperado um pouco para fazer minha coleção da Jane Austen, pois assim consegui manter o padrão com essas novas capas. *surto de felicidade aqui*



Mas agora vamos falar do enredo? Quem ainda não conhece, "Orgulho e Preconceito" foi escrito em 1797 e nos traz a história de amor do arrogante e orgulhoso Sr. Darcy e da inteligente Srta. Elizabeth Bennet. Porém, este não é um romance comum como lemos nos dias de hoje, aqui a época é muito bem retratada e a linguagem mais rebuscada, é necessário uma atenção e uma dedicação maior para entendermos os acontecimentos que levam Lizzie a odiar/amar Darcy.

Confesso para vocês que por ser uma releitura, eu comecei a ver alguns pontos que antes não tinha percebido. Acho que me encontrei melhor no enredo e naqueles personagens com nomes difíceis de pronunciar. Eu consegui desenhar melhor as relações, consegui entender os motivos pelos quais algumas atitudes foram tomadas. Isso me surpreendeu muito, pois esperava aquela confusão que tive na primeira vez que li, tanto que sempre dizia que tinha consciência de que havia deixado muita coisa passar. Talvez deva elogiar aqui o tradutor que fez um excelente trabalho

E lá vem polêmica, mas vou dizer mesmo assim: Lizzie é um pouco chata, rs. Admiro muito sua inteligência e sua ousadia para a época, mas realmente acredito que o desenvolvimento de Darcy é infinitamente superior ao dela e o próprio envolvimento emocional dele é melhor explorado. Não sei se foi a intenção de Austen  em nos envolver mais com o personagem masculino, só sei que ela fez isso muito bem e é impossível não acabar a história apaixonada por ele. Enquanto isso, Lizzie muitas vezes tira conclusões precipitadas por 'fofoca' de terceiros, até porque, vamos combinar que conhecendo a Sra. Bennet (mãe de Lizzie) ninguém culparia o Sr. Darcy por afastar o Sr. Bingley de Jane, não é mesmo?



E por falar em Jane e Sr. Bingley, confesso que até gostaria de que ambos tivessem mais destaque, pois é notável a pureza dos sentimentos do casal, mesmo com as irmãs chatas do rapaz tentando interferir o tempo todo. 

O ritmo de leitura é lento e sem muitas surpresas, principalmente se você já assistiu a adaptação. Jane Austen escreve uma grande obra, um verdadeiro clássico da literatura inglesa, mas que não é para todos os públicos, porque muitas vezes pode ser considerada entediante. Para vocês entenderem ainda mais sobre a complexidade da escrita da autora, Jane não retrata em momento algum contato físico entre seus personagens, o relacionamento e sentimentos são explorados apenas por diálogos e pensamentos, como o decoro previa na época em que foi escrito.



Desta forma, finalizo a resenha dizendo que essa segunda leitura foi diferente da primeira.  Consegui separar mais a obra literária do filme e como a Sil do blog Prefácio me disse, acredito que a adaptação para os cinemas foi tão boa, que se torna melhor que o original. Chega a ser um pouco decepcionante, mas fico feliz de ter conseguido assimilar a história de uma maneira muito mais clara do que há alguns anos. 

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ (3/5) - Bom!

- Alessandra Salvia