terça-feira, 26 de março de 2019

Livro: After

Olá amores,

Vamos de polêmica? Como vocês sabem, eu gosto de ler os livros antes das adaptações para o cinema e como "After" da Anna Tood será lançado em abril nos cinemas, eu tinha que me aventurar na leitura para saber o que iria achar, certo?


Certo. A história de Tessa e Hardin foi originalmente escrita como fanfic do One Direction, mas isso não me incomoda, o que me incomoda de verdade é o teor de relacionamento abusivo que encontrei. A recém chegada na faculdade, Tessa, é toda doce e certinha, enquanto Hardin é o garoto problemático e ogro que só sabe tratá-la mal e leva-la para a cama. 

Pois é, infelizmente, não funcionou para mim. E o mais engraçado é que eu amo clichês com caras bad boys que se apaixonam pela mocinha boazinha, mas aqui tudo foge do controle e eu teria uma listinha do que reprovo na obra para vocês terem uma noção do quanto eu fiquei irritada. 


O relacionamento tóxico é o principal item que mais me preocupa, porque tem muita gente que o romantiza ou simplesmente não o enxerga. Não julgo quem gosta de After, só acho que talvez a pessoa deva refazer a leitura, pois eu mesma cheguei a ler livros com romance abusivo e não percebi da primeira vez, como é o caso de Belo Desastre. Esses tipos de relacionamentos estão intrínsecos na nossa sociedade e muitas vezes estão maquiados de preocupação, ciúme ou até mesmo desejo. Precisamos mudar isso, precisamos abrir os olhos de quem os sofre.

Tessa é a exemplificação da mulher apaixonada que aceita tudo e se anula por um homem. O que me faz destacar o segundo ponto que me incomodou demais: traição. Tessa trai o namorado com Hardin. Isso mesmo. E ainda há aquele artifício ridículo da autora em tentar achar defeitos no namorado para justificar a traição. NÃO HÁ JUSTIFICATIVA. Simples assim. Tessa fez besteira e mais de uma vez, não tente justificar com o namorado sendo sem sal ou 'certinho demais', sem desejo pela protagonista. As pessoas são diferentes e agem de maneiras diferentes. 

Ah, e o fato de Tessa terminar com o namorado porque foi Hardin quem contou sobre o caso só reafirma que tudo aqui é errado e extremamente imaturo. Hardin novamente faz de Tessa o que quer, e ela ainda o escolhe em uma cena irritantemente absurda. É spoiler? Não, meu povo, isso está antes da metade do livro 1! Imaginam o quanto tudo pode piorar? 


A série é composta de 5 livros (até o momento), não sei se haverá mais, porém eu desisto aqui. Não consegui suportar a leitura e infelizmente, não consegui agregar nada de bom ou de novo a minha 'carreira literária'. 

Gostaria de saber a opinião de vocês em relação a série de livros. Já leram? Gostariam de ler?

Minha Classificação: ♥ (1/5) - Péssimo!

- Alessandra Salvia

domingo, 24 de março de 2019

Livro: Razão e Sensibilidade

Olá  amores!

Hoje, vamos falar um pouco sobre o clássico "Razão e Sensibilidade", a obra foi escrita em 1795, quando Jane Austen ainda tinha 19 anos de idade e publicada pela primeira vez em 1811. Este foi seu primeiro romance longo, mas não menos envolvente. Minha edição é da Martin Claret e já adianto que é uma das mais lindas já publicadas!



Neste enredo, o grande foco será a vida das irmãs Dashwood, que após a morte do pai precisam mudar-se para um chalé e viver de maneira mais humilde. Elinor, a mais velha, é muito inteligente e sempre toma decisões baseada na razão. Ela está envolvida com Edward Ferrars, mas mesmo assim, sempre se mostra controlada e com os pés no chão. Agora, Marianne é seu oposto, totalmente voluntariosa, a garota de 16 anos é a sensibilidade em pessoa e acaba se apaixonando pelo Willoughby, um sobrinho de seus vizinhos.

O livro pode ser considerado um belo romance, com um final surpreende e muito drama, porém algo realmente me incomodou: a fragilidade das mulheres e o quanto elas são menosprezadas por toda a sociedade simplesmente por terem tido uma desilusão amorosa. Entendo que era uma outra época, uma outra sociedade, mas é inegável o quanto as descrições de sofrimento e vitimismo me irritaram!!! Engraçado, que muitos dizem que as irmãs Austen eram a inspiração para Elinor e Marianne e que Jane usou a história como uma paródia do que realmente acontecia na sua juventude. Confesso que se isso for verdade, muita coisa começaria a fazer sentido. 

narrativa continua lenta e de maneira pessoal, como é normal para os livros da autora, todavia, o grande brilho do enredo é o crescimento e aprendizado das personagens, não há grandes acontecimentos ou ação para manter o leitor assíduo. Na verdade, muito pelo contrário, às vezes, passam-se capítulos e capítulos só narrando a tristeza ou sofrimento das irmãs. Não é ruim, há grandes pontos para reflexão, só é mais devagar do que estamos acostumados. Digo que para uma pessoa ansiosa como eu, foi um grande exercício de paciência.

Ao comparar as obras de Austen que li, digo com determinação que: para mim, "Razão e Sensibilidade" é muito melhor do que "Orgulho e Preconceito". Talvez seja pelo fato de eu não ter assistido ao filme antes e a surpresa de um final inesperado me deixou mais feliz ou então porque a história é realmente mais cativante. Os arcos dos personagens fizeram mais sentido e aqui todo mundo tem dois lados, o amadurecimento é nítido ao chegarmos a conclusão final.



Outro fator que vou destacar é a presença de personagens masculinos frustrantes. A beleza da história fica unicamente com a relação de irmandade das protagonistas, pode sim existir a busca pelo amor, mas nenhum homem ali é realmente cativante, que nos faz torcer para o casal dar certo. E considero isso algo positivo, pois as mulheres aqui são os destaques e precisam superar cada particularidade sozinhas. Ou no máximo, em família.

A adaptação para os cinemas está disponível na Netflix e conta com nomes de peso no elenco: Emma Thompson, Kate Winslet, Hugh Grant, Alan Rickman... Fiel ao livro, digo que não acho que foi um filme muito UAU, mas cumpre seu papel.


Elinor e Marianne na adaptação de 1995

Agora, para finalizar a resenha agradeço a Pâm do Interrupted Dreamer por embarcar nessa leitura coletiva junto comigo, foi uma experiência muito bacana e que quero repetir! 


Ah, lembrem-se de deixar seus comentários com a opinião de vocês sobre a dica de hoje, hein? E respondam: "Orgulho e Preconceito" ou "Razão e Sensibilidade", qual vocês gostam mais?

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ (4/5) - Muito bom!

- Alessandra Salvia

sexta-feira, 22 de março de 2019

Financiamento Coletivo: Duologia "Fronteiras Artificiais"

Olá amores,


Hoje, vim falar um pouquinho sobre um projeto muito bacana que a Denise Flaibam, autora de vários livros na Amazon e blogueira do "Queria Estar Lendo" está organizando: o financiamento coletivo para termos as edições físicas da duologia "Fronteiras Artificiais".


Essa série é formada pelos seguintes livros:

1) "As Coisas Que Perdemos":

Sinopse
"O mundo acabou como uma tempestade. Primeiro houve o caos, e então o silêncio. A Morte se espalhou pelas ruas de todo o mundo. Morte, porque ela tomou a humanidade para si. O silêncio do fim foi substituído por uma orquestra de sons grotescos, pelo arrastar lento e caótico de corpos moribundos; pelos sons do medo.
O que antes regia a sociedade não existe mais. Tudo foi deixado para trás.
Viva ou morra. Lute ou morra. Mate ou morra.
Dylan ouviu falar sobre um lugar seguro. Lá, ela e Max podem ter uma nova chance. O garotinho de quem ainda está cuidando, mesmo quando tudo acabou, é o seu gatilho para seguir em frente. Se não existe esperança, para que lutar?
As fronteiras artificias que marcam o fim do mundo trilham perigos e incertezas para aqueles que escolheram viver, e uma assustadora pergunta passará a comandar todos os movimentos dos que ainda resistem: até onde você irá para sobreviver?"

2) "As Coisas que Encontramos":

Sinopse
"O fim foi só o começo. Agora, eles precisam resistir.Quando chegaram ao Complexo Oz, Dylan e seu grupo acreditaram que poderiam recomeçar, ficar de luto por tudo que perderam. Aquele seria seu recomeço, a terra prometida para recriar o mundo que uma vez existiu. Mas, conforme o número de sobreviventes aumenta e os estoquem diminuem, a tensão se eleva até a traição, o que põe em risco a vida de todos os residentes. Os muros de Oz não são mais seguros, mas que segurança o inferno lá fora pode oferecer?Enquanto o grupo se divide em busca de alguma alternativa, novos rostos se unem para dar vida a uma única missão: entender que ainda é possível viver mesmo em meio ao fim dos tempos."



Importante dizer que você pode ajudar de acordo com o seu orçamento. Existem vários planos, dos mais acessíveis aos mais luxuosos e te garanto que você não se arrependerá de participar. 

Deixarei AQUI o link para o Catarse, o site que organiza esse financiamento.


- Alessandra Salvia

terça-feira, 19 de março de 2019

Livro: De Volta no Tempo

Olá amores,


Hoje, vamos falar de uma novela escrita pela parceira Caty Coelho que está disponível na Amazon: "De Volta no Tempo"!


Como todos sabem, eu AMO histórias de viagem no tempo e essa posso dizer que foi de arrepiar (no bom sentido, porque é doce e mágica!). O enredo é uma mistura de drama, romance e fantasia que encantará todos os tipos de leitores, pois é de uma delicadeza impressionante! Na obra, conheceremos Harriet Albany que aos dezoito anos ganha de sua avó um relógio de ouro com poderes especiais: ele dará a oportunidade de Harriet voltar ao século XIX para ajudar sua antepassada Alexandra a viver um grande amor.

Harriet conta com a ajuda do namorado Athos para essa aventura e posso dizer que o amor envolvendo tanto esses personagens quanto Alexandra e Konrad é quase palpável de tão intenso! E as menções a Shakespeare só ajudam nesse clima amorzinho de aquecer o coração.

Com uma narrativa rápida e envolvente, vi uma outra Caty Coelho aqui. Mais delicada e sensível. Confesso que essa foi a história que eu mais gostei da autora! Ah, outra coisa que preciso destacar é o fato de todas as ações terem consequências para a história. Em alguns momentos chega a ser angustiante ver o rumo dos personagens, mas você começa a ter fé no destino, pois tudo é em nome do sentimento mais puro do mundo: o amor.

Deixarei AQUI o link para a obra na Amazon e recomendo a obra para quem gosta de histórias curtas e apaixonantes! Dá para ler em poucas horas, perfeita para um final de semana a tarde dedicado à preguiça! 

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!

- Alessandra Salvia

domingo, 17 de março de 2019

Livro: Corte de Gelo e Estrelas

Olá amores!

Vocês sabem da minha grande paixão pela série Corte da Sarah J Maas, certo? Os três primeiros livros são muito maravilhosos e por isso, não perdi tempo ao adquirir o "Corte de Gelo e Estrelas" publicado recentemente pela Galera Record, mesmo com as várias críticas negativas que a obra vem recebendo.


Neste livro, o mais curto de toda a série, vemos nossos personagens se adaptando a nova vida após a grande guerra e infelizmente, não foi o que eu esperava. Fiquem tranquilos que não será um post com spoilers, tá? Será mais um desabafo, sobre expectativas x realidade, rs. 

Que não acontece nada realmente relevante, eu já sabia. E nem é isso que me incomoda, o que me deixou #chateada, foi o fato do enredo ficar amarrado e para alguns personagens até ter regredido. Gosto do fato dos capítulos terem narrações de diversas perspectivas, mas alguns fatos me fizeram pensar: "sério mesmo que vai seguir por essa linha?". 

O que talvez mais tenha me incomodado foi o plot da Nestha, ela já é uma personagem chata por natureza só que após "Corte de Asas e Ruína", eu achei que ela ia ser mais tolerável. Grande decepção! E a Feyre sendo baba ovo dela me irritou muito. Ah, dane-se a irmã! Se ela não quer contato, para que forçar? --' Só cortar o dinheirinho que ela volta e aprende a ser mais agradecida.

Capa estrangeira do livro

Elain ficou naquela zona de segurança, nada que me faça dizer "UAU, quero mais". E agora que os próximos livros serão das duas personagens (Elain e Nestha) queria uma promessa maior para ambas, mas não. Feyre ainda é o foco e se fosse para ver mais cenas 'quentes' dela e de seu parceiro, seria melhor que esse livro não existisse. Sendo sincera. 

Outro fato que preciso destacar é sobre o laço de parceria de Lucien, confesso para vocês que ainda não me desce e ouso dizer que jamais descerá. O que eu mais gostei foram os capítulos envolvendo Tamlin. Pois é, quem diria... Ele fez por merecer tudo o que tem agora, só que não posso deixar de ficar com um pouquinho de dó, rs. Maas soube retratar muito bem a solidão e a amargura na Corte Primaveril

A edição está linda, maravilhosa. Capa impecável. Uma pena que o conteúdo não acompanhe o alto nível. Para quem leu os agradecimentos, dá para entender um pouco o porquê essa obra é frustrante. A autora justifica o fato desse livro ser apenas uma novela e não um livro em si como era o combinado, o pai dela sofreu um infarto, ficou entre a vida e a morte e além de tudo ela se descobriu grávida. Então, é compreensível que ela não estivesse preparada ou focada na escrita e infelizmente, teve que cumprir um prazo editorial. E a gente? Tem que ter paciência, rs. Se vou deixar de ler os livros dela? NÃO. Se vou continuar torcendo para Nestha se tornar agradável? SIM. E Elain merece o seu final feliz também.


Espero não ter decepcionado muito vocês. Acredito que seja mais um post de desabafo do que uma resenha em si, mas era necessário expor alguns pontos para quem quer ler não se desapontar tanto. PORÉM, destaco aqui que até o livro 3 é uma leitura SENSACIONAL e que merece todo o destaque do mundo, ok? Não deixem de ler a série Corte, pois este livro é dispensável e há um final adequado no "Corte de Asas e Ruína sim. 

Minha Classificação: ♥ ♥ (2/5) - Regular

- Alessandra Savia

sexta-feira, 15 de março de 2019

Words Challenge 2019 - Peixes

Olá amores,

Vamos ler um texto com a personagem do signo de Peixes? Suas principais características são o lado sonhador, indeciso, apaixonado, sensível, altruísta e nobre. Eu e a Pam do Interrupted Dreamer escolhemos as seguintes palavras: calhamaço, aquilo, favorito, fúria, dolorido, coluna, roedor e hora


Words Challenge 2019 - Peixes

Desde que comecei a trabalhar com voluntariado minha vida mudou. Não apenas por eu fazer a diferença na vida do outro, mas porque eu comecei a me entender como ser humano. Passei a valorizar mais o pouco que tenho e acho que até me tornei mais decidida. Lembro de quando contei a minha mãe sobre meu desejo de trabalhar nessa fundação com crianças órfãs e ela me disse que eu não duraria uma hora aqui. HÁ-HÁ-HÁ. Quem está aqui há seis meses e não tem vontade de ir embora? EUZINHA DA SILVA.

Confesso que estou bem cansada de ler os calhamaços que estão sobre minha mesa há mais de uma semana. É um cargo difícil arrumar recursos para manter a ONG funcionando, só que tudo é recompensado quando vejo esses olhinhos brilhando de felicidade para mim. Hoje, faremos uma festa para comemorar os aniversariantes do mês e eu inventei de preparar os bolos eu mesma... Pois é, ideia de girico. Minha coluna dolorida não aguenta mais e ainda falta fazer a cobertura de brigadeiro para as quatro assadeiras de bolo de chocolate que fiz. Ou talvez deva assar mais uma massa? Acho que é melhor, vai que uma criança fica sem seu pedaço... Não quero arriscar.

Começo a medir a farinha para a nova fornada e meus pensamentos voam longe... O que seria de mim como uma grande chef de cozinha? Eu poderia ter um ajudante para me organizar melhor, igual àquele filme do roedor bonitinho... Como chama mesmo...

- Ratatouille?

As palavras vindas da porta da cozinha me assustam, mas eu sorrio. É o Pedro, só podia ser o Pedro.

- Isso mesmo! Eu estava pensando alto novamente, não estava?
- Estava, mas eu gosto disso. Você inspira as crianças. - Ele limpa a farinha que insiste em cair no meu nariz.
- Inspiro a serem indecisas? - Acho graça da sua personalidade. Pedro sempre tenta ver o melhor das pessoas.
- Não. A sonharem.

Nos conhecemos quando eu entrei aqui na ONG e ele sempre me deu a maior força, principalmente, quando minha mãe não apoiou minha decisão de vir para cá. A fúria de Dona Elizabeth foi uma das grandes dificuldades que tive de enfrentar para enfim encontrar meu caminho. O grande problema é que ela ainda tem poder sobre mim e me deixa na dúvida se lá no fundo, não pode estar certa. 

- Está fazendo de novo.
- O que? - digo apressada.
- Viajando nos seus pensamentos e deixando o mundo real de fora. - Ele está secando as mãos no pano de prato úmido e pegando a margarina para untar a forma. 
- Desculpe, é só que... Parece tão distante da minha realidade - decido abrir meu coração, afinal, quem sabe Pedro não me ajude? Ele é sempre tão receptivo.
- Distante da sua realidade? Do que exatamente estamos falando? Sobre bolos, sobre ratos que cozinham ou sonhos?

Era aquilo. Aquilo que eu mais queria. Alguém que simplesmente me tirasse dos pensamentos e me fizesse sorrir. 

- Posso dizer... tudo? - Dei de ombros enquanto ele permanecia sorrindo.
- Pode. Você pode o que quiser, Aline. 

Talvez Pedro fosse a minha pessoa favorita do mundo. E talvez, eu acabasse me dando conta de que tinha me apaixonado. 



- Alessandra Salvia

terça-feira, 12 de março de 2019

Série: The Umbrella Academy

Olá amores,


No final de semana do carnaval, o bloquinho Netflix passou aqui em casa e a maratona especial foi de "The Umbrella Academy", uma série que eu (particularmente) não daria nada, mas que me prendeu no sofá!!!


Quando crianças, eles eram considerados super-heróis, mas agora, muitos anos depois, cada um seguiu seu rumo. Estamos falando de 7 crianças que nasceram no mesmo dia e foram adotadas por um milionário excêntrico. Cada uma, descobriu ter um poder especial, menos a número 7 que vivi isolada até hoje. 


Como vocês devem ter percebido, estou meio desanimada de assistir séries de super-heróis, porém decidi me aventurar nesta pelos elogios que venho tendo de alguns amigos. E não me arrependi. Eles até podem tentar salvar o mundo do apocalipse, só que não vejo a série como aquelas outras que colocam situações absurdas e um homem com lycra no comando. Aqui o poder de cada um é discutido sim, mas também tem toda a questão familiar e o quanto as responsabilidades atribuídas as crianças as afetaram. É como ver o futuro de um super herói aposentado, sabe? Nem tudo são flores e glória por salvar vidas! Até porque, é preciso lembrar que eles mesmos são seres vivos com sentimentos e desejos (não sei se posso classificá-los como seres humanos, rs) 

Cada irmão tem seu próprio destino e também seus próprios problemas pessoais, o pai (o tal milionário chamado Sir Reginald Hargreeves) não era um exemplo de amor para as crianças e daí todos crescem com questões a resolver. Basicamente, todos precisam de terapia, mas é inegável que alguns são melhores do que outros quando se trata de plots. Klaus (o número 4) é sem dúvida o melhor irmão! Ele traz um toque de humor para a família e se mostra bem poderoso com seu dom de ver/falar com espíritos. Luther e Diego (número 1 e 2, respectivamente) são dois chatos arrogantes e que só fazem titica, a sorte é que Diego melhora e o azar é que Luther piora, rs. Já Allison (a número 3) se mostra mais preocupada com a filha que mora com o ex marido e com a irmã Vanya (a número 7) do que em lutar para o mundo não acabar, rs.


Acredito que a série tenha feito mais barulho por contar com Ellen Page no elenco, ela é a número 7, a excluída do grupo. Logo nos primeiros episódios, a vemos tímida, sem muito espaço, só que quando a história avança, percebemos o motivo dela estar ali. Ela assume um protagonismo e atua como tal. Destaque também para os efeitos especiais que a personagem exige nos episódios finais, foi tudo muito bem executado! Além da presença de Pogo que foi sensacional. Apesar que não apenas os efeitos especiais merecem elogios, acho que produção como um todo foi muito feliz aqui. Gostei demais do cuidado que tiveram para o enquadramento do personagem Luther, sempre percebemos sua 'grandeza' e 'desproporção' graças aos jogos de câmera.

Os vilões são Hazel e Cha-Cha, para quem desconfia que os conhece de algum lugar, digo que sim: Hazel é interpretado por Cameron Britton, o Edmund Kemper de Mindhunter que tanto elogiei aqui. E Cha-Cha é a cantora Mary J Blige. Ambos trabalham para A Organização, cuja diretora é Kate Walsh, a Addison de Grey's Anatomy, rs. 


Para quem busca uma série leve e divertida, talvez essa não seja recomendável. De início pode até te enganar, mas ela evolui muito, mostra-se extremamente inteligente pelas reviravoltas na linha do tempo e consegue impactar com cenas de violência e sangue. Não chega a ter grandes plot-twists porque você consegue adivinhar o rumo da história, mas isso não a faz perder o brilho. 

Como pontos negativos, tenho dois. O primeiro seria que os primeiros episódios são muito longos e até se tornam arrastados, porém felizmente encontra-se um ritmo (acredito que o enredo em si é uma crescente e por isso não vou deixar isso afetar negativamente na nota da série). E o segundo ponto é que faltou a presença policial na série. Alguns personagens desaparecem, outros morrem e tudo fica por isso mesmo, sabe? Nada é muito desenvolvido quando se trata de justiça legal.

AH!!! Outra coisa maravilhosa na série é a trilha sonora! Temos muitas cenas em que as músicas tornam-se as grandes responsáveis por nos inserir nas cenas. Detalhe que logo na primeira cena temos O Fantasma da Ópera nos violinos. De arrepiar!!!

Sendo uma adaptação de quadrinhos, "The Umbrella Academy" traz um desfecho totalmente aberto e esperançoso. Uma série para se maratonar e esperar ansiosa pela sequência que não tem motivos para não acontecer, já que agora a obra tornou-se uma das campeãs de audiência da Netflix, superando até mesmo Stranger Things


Agora, me conta. Você já assistiu? Gostou da dica de hoje? Deixem seus comentários!

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhosa!

- Alessandra Salvia