sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Livro: Codinome Lady V

Olá amores!

Acho que estou devendo uma explicação desde o post de "9 Verdades e 1 Mentira" sobre a afirmação que fiz sobre os romances de época. E nada melhor do que trazer a resenha de um livro do gênero para discutirmos o assunto, certo? Então, preparem-se que hoje tem resenha de "Codinome Lady V" da autora Lorraine Heath, publicada pela Editora Gutenberg, o primeiro volume da série Os Sedutores de Havisham


O livro nos conta a história de Minerva Dodger. uma solteirona com um grande dote que está cansada de ver os rapazes londrinos serem interesseiros e decide que chegou o momento de aproveitar a vida, mesmo com todas as regras sociais da época. E é assim que Minerva se torna Lady V. Uma moça misteriosa que frequenta clubes de cavalheiros em busca de um pouco de diversão, além do fato de querer perde a virgindade. E é aí que as coisas começaram a me incomodar...

Até então, podemos dizer que temos vários aspectos que tornam o romance, um romance de época tradicional, daqueles dignos de Julia Quinn e Lisa Keyplas, porém algo não funcionou para mim e comecei a me questionar sobre tudo o que venho lendo... Não é segredo para ninguém que sou feminista, mas acredito sim no poder do amor e nessa versão do 'felizes para sempre' que os livros me trazem. Nunca questionei o fato das princesas existirem ou as mulheres se arrumarem para os bailes. Eu adoro isso, de verdade. Porém, de uns tempos para cá sinto que muitos livros (principalmente desse gênero) se tornam fúteis e focam tanto no sexo que isso me 'traumatiza'.


Não nego, "Lady V" é uma feminista. Ela tem total direito de buscar o que quiser, onde quiser. Gosto da força da personagem, mas não acho que seja um enredo que me agrade. Eu queria algo mais natural, sabe? Sou tão romântica que preciso de algo antes do 'tchanam', se é que me entendem. Quero mais desenvolvimento, quero profundidade nos personagens, quero sentimentos, quero aprender com eles. Porque sim, eu sou dessas que aprende com um simples romance, afinal, podemos ver diferentes reações e como cada personagem se comporta perante os desafios colocados. Quer exemplos? Gregory Bridgerton acredita no amor e luta por ele, já Anthony foge, pois tem certeza da morte precoce... Cada história tem um paralelo, um desenvolvimento próprio, mas "Lady V" foi como se apenas o sexo fosse o foco de Minerva.

Confesso que ainda não acabei de ler o livro, mas eu precisava vir desabafar, afinal, já é o terceiro romance de época que pego e não consigo dar continuidade por conta dessa reflexões que faço. Um dos últimos livros que li foi aquele da Eloisa James, "Quando a Bela Domou a Fera". Vocês lembram da minha resenha? Eu disse que uma determinada frase havia me irritado e quase desmoronou toda a história para mim... Pois é, essa frase me marcou e agora, mesmo depois de meses ainda lembro da protagonista se humilhando por um homem. E eu não sou dessas que acredita que podemos nos 'humilhar por amor' não, amor de verdade é parceiro, não precisa se rebaixar por ele.


Então, depois de todo esse desabafo, não digo que desisti dos romances de época. Só acho que chegou o momento de eu dar uma parada para conseguir enxergar as diferenças e peculiaridades de cada história, coisa que não vem acontecendo. Estou achando tudo muito parecido e com mocinhas futeis.

Será que só eu penso assim? Será que é um problema comigo? Gostaria muito de saber a opinião de vocês sobre o livro/temática.

Minha Classificação: ♥ ♥ (2/5) - Não consegui me apaixonar...

- Alessandra Salvia

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Livro: Trago seu amor de volta sem pedir nada em troca

Olá amores!


Hoje, a resenha vai ser difícil, pois será sobre um livro de crônicas: "Trago Seu Amor de Volta Sem Pedir Nada em Troca" do Ique Carvalho, publicado pela Editora Sextante.




Para quem ainda não conhece, o Ique é o autor do blog 'The Love Code' e caso você ainda não tenha ouvido falar nele, o Ique é o rapaz que ficou conhecido por expressar sua maneira doce e romântica sobre assuntos até então considerados 'de mulherzinha'. Ele aborda o amor de uma maneira sincera e direta, sem rodeios ou máscaras. Uma abordagem necessária para desmistificar os sentimentos, para despadronizá-los e trazer para a sociedade um pouco de conscientização em relação a igualdade dos sexos.

Sendo este, seu terceiro livro publicado (o primeiro chama-se 'Faça amor, não faça jogo' e o segundo 'Muito amor, por favor'), Ique nos traz textos da época em que seu pai estava doente e com isso é impossível o leitor não se emocionar. A forma de enxergar a vida e os desafios é algo inspirador. A cada texto, somos conquistados e nossos olhos se abrem para pequenas coisas do dia a dia que até então passam despercebidos.




Cada crônica reforça aquele sentimento especial de que você é importante, você é único e precisa lutar para conquistar tudo aquilo que você deseja. Um livro necessário para uma sociedade tão desigual e problemática. Precisamos nos ver como somos realmente, valorizar e respeitar nossos sonhos, sendo sempre aquilo que queremos ser, não apenas para se adequar ao que o outro acha 'certo'.

Uma leitura rápida e comovente. Uma edição linda e cheia de reflexões. Quotes maravilhosos! Esse livro roubará o seu coração e te digo mais, é um spoiler, mas acho que é o mais importante de tudo... O seu amor é você mesmo. Tenha esse sentimento como a meta de vida

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Necessário!

- Alessandra Salvia

domingo, 12 de novembro de 2017

Livro: Os 12 Signos de Valentina

Olá amores!

Em comemoração ao meu aniversário que foi há pouco tempo, venho por meio deste informar-lhes que o meu signo, o Escorpião é o melhor do zodíaco. Obrigada. De nada. 😌 Agora vamos ao que interessa: "Os 12 Signos de Valentina" da autora Ray Tavares e publicado pela Galera Record


O enredo é baseado na decepção amorosa que Isadora tem. Após 6 anos de namoro, ela descobre da pior maneira possível que o namorado a trai com uma de suas amigas de faculdade. Claro, o namoro é rompido imediatamente, mas a dor permanece por meses. Até que um dia, após uma balada extremamente alcoolizada, Isa é informada sobre o motivo pelo qual seu longo relacionamento não deu certo. Ela é de Áries. Ele de Peixes. Um é o inferno astral do outro. Ou seja, tudo já estava fadado ao fracasso desde o início.

Sendo assim, Isa começa a estudar sobre astrologia e vê em um trabalho de faculdade proposto pelo professor de Jornalismo Online uma chance de superar o ex e conhecer a si própria de uma maneira até então inimaginável. Eis que surge o blog "Os 12 Signos de Valentina", com o objetivo de retratar cada encontro de Isa (ela usará um pseudônimo) com os signos do Zodíaco e assim, podemos conhecer cada perfil e descobrir quais seriam os 'pares ideais'.


Geeeente, que livro! É muito engraçado, natural, simples e complexo... Sabe aquele livro que é 'seu melhor amigo'? A forma como a Ray escreve é como se estivéssemos conversando com aquela pessoa em quem confiamos, sem julgamentos e ela ainda vai entender todas as referências que você fizer sobre Harry Potter. Aliás, não só sobre Harry Potter, como sobre toda a sociedade pop atual! É divertido e relaxante. Um livro que chega despretensiosamente e rouba seu coração logo de início.

A protagonista poderia ser minha amiga, com certeza. Tanto que eu nem tinha acabado a obra, mas já estava mandando fotos de trechos no whattsapp para minha amiga comprá-lo logo, rs. Isa é ousada e necessária. Ela é emponderada e faz algumas críticas sociais que fazem todo o sentido. Gosto do crescimento da personagem, pois é óbvio que esse projeto vai estragar toda a vida amorosa dela, porém consigo ver o quanto Isa precisa disso. É um processo de auto-conhecimento para adquirir a confiança perdida e para nós leitores, esse processo além de divertido, também pode ser útil.


O aprendizado é gradual e usar os signos como paralelo a isso deixa a leitura muito interessante, até porque duvido que você nunca tenha jogado a culpa no seu signo por algo de errado que você fez na vida, rs. Astrologia pode não ser algo para se seguir a risca, mas é impossível negar que não tenha um fundinho de verdade, né? Valentina, ops.. Isadora que o diga! HAHAHA

Sobre outros plots do livro, eu amei muito a presença da prima/melhor amiga Marina (gente como a gente que adora dar palpite na vida das migas) e também o nerd apaixonante Andrei. Ray, como faz para ter um? ♥ O fato dele respeitar a Isa como mulher me deixou bem feliz e seu posicionamento perante alguns assuntos abordados foi algo bem maduro de sua parte. 


AAAAAA, você deve estar pensando... Mas são só elogios, Ale? E eu penso... Pois é... São sim. De início, eu achei que não iria gostar do fato da protagonista se envolver com 12 homens diferentes (um para cada signo), mas no decorrer da obra eu fui percebendo que era apenas um pré-conceito que eu tinha de pessoas assim, talvez por ser uma romântica à moda antiga? Pode ser, porém se alguém quiser fazer isso, qual o problema? A pessoa tem total liberdade para partir em busca da felicidade da maneira que achar mais correta e condizente com o que acredita. E o fato do livro ser do ponto de vista feminino isso só me alegra mais, pois eu realmente acredito na igualdade dos sexos.

Ah, e essa edição maravilhosa? Essa capa toda cor de rosa me encantou. Amei demais e a Ray ganhou uma fã. Super recomendo para aqueles que buscam um romance divertido e rápido de se ler.

Você já conhecia a obra? Ficou animado a ler? Deixe seu comentário e seu signo! ;)

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Incrível!

- Alessandra Salvia

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Livro: Boa Noite

Olá amores!

Eu prometi e venho cumprir. Hoje, a resenha é de 'Boa Noite', outro livro da Pam Gonçalves publicado pela Editora Galera Record e que vocês precisam ler!!!


A história é sobre Alina, uma garota que sai da sua cidade natal para cursar faculdade de Engenharia da Computação e começa a morar em uma república. Nessa nova vida, ela precisa se adaptar as mudanças, afinal, tudo é bem diferente da época de colégio, principalmente em relação aos garotos.


O livro faz um excelente serviço social, as discussões geradas são fundamentais para tornarem a sociedade atual melhor. Há muito feminismo e compaixão na obra. Alina se vê no meio de situações nunca imaginadas e é preciso bastante jogo de cintura e coragem para enfrentar as problemáticas abordadas. 


Alina ensina as mulheres a terem voz e novamente digo a vocês: Pam Gonçalves escreveu um livro necessário para as mulheres de hoje. E vou além, para os homens também é algo relevante. Acredito que é importante sim levantar a bandeira dessas causas tão polêmicas, afinal, só conseguimos superar as adversidades com muita informação e conscientização.

Mas claro que nem tudo é pesado, a amizade dos moradores da república, a forma como a Pam escreve tornam a obra uma delícia de se ler. É envolvente e parece realmente com minha época de faculdade (claro que eu sempre fui estudiosa e não frequentava essas festas diárias, rs). 

Algo que quero destacar também é uma frase específica da Manu, a amiga de Alina, pois foi algo que eu gostei muito de ver retratado na história: "você não é obrigada a fazer nada que não queira". Não foi escrito exatamente assim, mas é essa a mensagem que a Manu me passou e eu fiquei admirada com a força desse diálogo. Uma amiga de verdade te dá o poder da escolha sim, ela não te julga se você não quiser beber, ela não briga se hoje você quer ficar em casa vendo Netflix. E por mais que a Manu seja persuasiva e convença a Alina a ir nas festas, é algo natural, pois ambas querem se divertir juntas. Então, acredito que poucos irão se identificar com essa amizade e realmente espero que seja um alerta para o leitor sobre amizades verdadeiras.


Agora, sobre os boys do livro... Ai Ai Ai. O romance é sutil e leve, algo que te faz sorrir e pensar: por que não existem mais pessoas assim no mundo? E há muita diversidade de meninos! Não pensem que todos são uns amorzinhos, porque não são. É um livro sobre realidade e obviamente, teremos que ter essa mescla de sentimentos pelos personagens, rs. Mas te garanto que no final, tudo valerá a pena. <3

Ah, algo legal de destacar é que os livros da Pam sempre 'conversam' entre si. Tem um personagem de 'Amor nos Tempos de #Likes' que aparece em 'Boa Noite' e um personagem de 'Boa Noite' que aparece em 'Uma História de Verão'. Apaixonante, né? *-*

Em breve, trarei resenha de 'Amor nos Tempos de #Likes', pois eu também tenho meu exemplar e já o li. Porém, enquanto isso, vamos aproveitar e conversar... Vocês já leram 'Boa Noite'? Gostaram? Querem ler? Deixem seus comentários!

Minha Classificação:  ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Favorito!

- Alessandra Salvia

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Bianca Briones Book TAG

Olá amores!

Vocês sabem que eu sou apaixonada pelas obras da Bianca Briones, certo? Ela é minha autora favorita e não posso deixar de comemorar o novo lançamento pela Editora Bertrand: Sonhos de Avalon, se você ainda não conhece, só clicar AQUI. Mas a Bianca é mais que um livro, sendo assim, vim relembrar as obras dela nessa TAG especial que eu mesma criei. 


Abaixo teremos os livros listados em ordem de publicação (temos as resenhas de todos aqui no blog). E como uma das regras, vou indicar alguns blogs para fazerem essa TAG também, o que acham? São eles a Pam do Interrupted Dreamer, a Luiza do Balaio de Babados, a Bel do canal De Papo com a Bel e a Luana do Blog Duas Mentes Literárias. Então, bora para a TAG?




Sinto que Hermione é uma irmã perdida, rs.


Poppy e Rune <3







Jamie Fraser de Outlander








Uma releitura e 'A Bela e a Fera'.
Gostaram? Fiquem a vontade para fazerem, só lembrem de me marcar, porque vou amar conhecer suas escolhas!

- Alessandra Salvia

domingo, 5 de novembro de 2017

Comportamento: Aceitar quem você é

Olá amores!

Como hoje é o meu aniversário, eu resolvi fazer o primeiro post sobre comportamento aqui no blog, porém não será algo comum, com um tema específico. Eu vou abrir meu coração e fazer uma reflexão sobre o que vem acontecendo com minha vida nos últimos anos. 


Eu sempre fui muito tímida e não sociável, minha roda de amigos era/é extremamente enxuta. Enquanto todos iam a baladas ou a barzinhos, eu ficava em casa assistindo a alguma série. E posso dizer que com certeza isso me fez alguém 'diferente', alguém que meu próprio pai julgava 'estranha'. Tive diversos dedos apontados para mim, inclusive da própria família que julgava desde meu peso até o meu amor pelos livros. De verdade, eu perdi a conta de quantas pessoas me disseram que eu ia ficar sozinha por conta desse meu jeito mais 'reservado de ser'

Então, com essa falta de compreensão, comecei o blog às escondidas, eu nunca tive um real apoio para expressar quem eu era. Só minha mãe fazia parte desse meu mundo e acredito que por isso somos as melhores amigas hoje, porque ela foi a única pessoa que lia tudo o que eu escrevia e dava um feedback. Aliás, acho que até hoje, ela é a única pessoa que lê, curte, compartilha e comenta o que eu faço aqui no blog. Eu não tenho alguém próximo a mim que mergulha de cabeça nesse mundo literário, como eu faço. Alguém que me apoia incondicionalmente e me incentiva. Um exemplo disso é que a maioria de curtidas e comentários aqui no blog são de pessoas desconhecidas

Porém, lá fui eu. Me joguei de cabeça nesse mundo e em momento algum me arrependo. Eu não esperava o tamanho dessa comunidade literária. Eu não sabia como seria recebida e que eu me tornaria alguém. É algo surreal! Autores me reconhecendo, sabendo meu nome, me perguntando o que eu achei dos seus livros, me pedindo para compartilhar com eles as resenhas, pedindo parcerias... Pessoas que realmente querem me ouvir. E digo pessoas, porque não são só os autores que me fizeram acreditar em mim mesma. Foi você que vem aqui toda semana. Você que deixa seu like lá no facebook ou intagram, você que pede para eu resenhar algo específico, porque realmente gosta de trocar opiniões comigo. 




Ser auto-confiança é um exercício diário. Eu quero sim começar a escrever mais, sair do mundo das resenhas e ir para as histórias, crônicas, contos... Não sei. Quero crescer. Quero mais. E é por conta dos livros que eu sei que consigo, basta eu me dedicar. E eu juro que vou fazer acontecer, já estou com um projeto em andamento, tentando me organizar e se tudo sair como o planejado 2018 será um ano de muito trabalho, mas extremamente feliiiiiiz.

É, eu sei. Ninguém lê textão. Mas quer saber? Eu não ligo. Eu precisava mostrar o quão grata eu sou por cada conquista que venho tendo nesses anos de 'Estante da Ale' e lembrar vocês que tudo é possível se você acreditar. Faça aquilo que você ama, mas faça por você, pois o reconhecimento é uma consequência da sua dedicação. Vocês não tem ideia do quão importante é cada abraço, cada incentivo, cada sorriso por menor que seja. 


Descobrir que ser 'estranha' é algo bom... Ah, meus amores... Isso não tem preço. Obrigada por me aceitarem!

Hoje, mais do que nunca, sinto que encontrei o meu lugar no mundo. E é com a literatura. ♥

Feliz Aniversário para mim!

- Alessandra Salvia

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Série: Stranger Things - Season 2

Olá amores!

Essa semana estamos com vááárias dicas de séries e a responsável por isso é a Netflix, afinal, ela está lançando uma série melhor do que a outra! Sendo assim, o destaque de hoje será a segunda temporada de "Stranger Things".


Para quem não sabe, o enredo é cheio de mistérios e obscuridade, porém como a crítica será da season 2, eu vou ter que soltar alguns spoilers, então indico para você que ainda não viu a season 1 ler esse post AQUI que é uma apresentação de todo esse novo universo.


Agora, vamos ao que eu achei desse segundo ano da série... Após a volta de Will do Mundo Invertido e o sumiço de Eleven, as crianças tentam retomar a rotina. E é claro que nada será como antes, o pequeno Will começa a ter visões e várias plantações de abóbora são destruídas, o que dá muito trabalho ao policial Hopper

Os episódios iniciais são um pouco lentos, mas logo encontram um ritmo e são perfeitos para maratonar. Acho que essa lentidão se dá pelo fato da ansiedade dos fãs, já que o final da temporada passada foi cheio de ação e surpresas.

A presença das crianças é algo suuuuper favorável, porque é sempre um destaque diferente. Aliás, todos já sabem da maestria de Millie Bobby Brown, certo? Eita menina que consegue dar um show até em cenas simples. Mas para mim, a grande revelação dessa temporada foi o Noah Schnapp, o interprete do Will. DEEEEUS, esse menino me deixou arrepiada em váááárias cenas, ele é impecável, construiu seu personagem de uma maneira única e não me admiraria se o próximo Emmy fosse dele. Sério. QUE ATUAÇÃO!

Mike e Will
Tivemos alguns personagens novos que agregaram ainda mais na série. O #GirlPower cresceu com a presença de Max e Kala (Eight), essa última meio desnecessária, só empacou a vida da nossa Eleven (principalmente no episódio 7), mas é aqui que percebemos o quão grande esse mundo pode ser e que podemos sim cruzar com mais 'números' por aí, rs. 


Dustin, Will, Joyce e Max
AH! E não posso deixar de dizer que o alívio cômico está ainda mais marcante, então não pense que é apenas uma série de terror/mistério. Dustin está falando muitos palavrões, porém continua um encanto de garoto. Sua relação com o Steve foi um grande acréscimo ao roteiro. Ops.. Se você não assistiu deve pensar: Steve? Sério meeeesmo, Ale? Pois é, meus amores! Deem uma chance ao moço do topete, porque ele pode roubar seu coração nessa temporada, rs. (P.S.: E eu adooooro a Nancy! A cena do Hopper entregando a arma a ela... HAHAHA <3).

A fotografia da série é ótima! E a trilha sonora? É o que mais me agrada! Os anos 80 são retratados da melhor maneira possível e você se vê imerso naquele universo. Até porque os efeitos especiais são incríveis! Algumas sequências de cenas te fazem prender o ar, é cheio de mistério e o tom mais escuro te deixa muito apreensiva.


A terceira temporada já está sendo elaborada e as gravações começam nos próximos meses. Para aqueles que já assistiram e querem saber qual o rumo da história, pois o final foi ótimo e 'fechado', os produtores dizem que a escolha deste encerramento foi proposital. Eles querem algo 'limpo' para a próxima temporada e a dica que nos dão é: o devorador de mentes descobriu a existência das crianças e principalmente de Eleven, o que pode gerar muita perseguição por aí. 

Agora, peço licença para fazer um pequeno questionamento a vocês: só eu achei o 'Devorador de Mentes' meio 'Dementador'? O frio, a maneira como ele afeta o Will... Sinto um cheiro de inspiração Potteriana? 👀


Promessas, sorrisos e desespero. É isso que Stranger Things nos deixa após essa season 2. Uma pena que a season 3 venha só em 2019, mas para manter a qualidade, nós entendemos completamente Netlix. ;)

E vocês? São apaixonados por Stranger Things assim como eu? Já maratonaram essa temporada? Deixem seus comentários!

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhosaaaa!

- Alessandra Salvia

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Livro: Nunca Olhe Para Dentro

Olá amores!

Como prometido, cá estou eu para dar meu parecer completo de "Nunca Olhe Para Dentro" da nossa autora parceria Amanda Ághata Costa. Preparados?


Para quem ainda não conhece o livro, vou contar um pouquinho sobre... A protagonista é a Betina, uma garota que perdeu os pais em um acidente de carro e agora mora com a tia irritante e mal amada. Sua nova meta de vida é encontrar o responsável por quem tirou as cores de sua vida. Pois é... Betina é uma garota bem especial, com alma de artista que vê no mundo os sentimentos através das cores e confesso que isso torna a obra bem delicada e especial.

Eu já tinha feito um post de primeiras impressões super positivo, porém agora que finalmente consegui concluir a leitura, digo com mais propriedade que nunca: esse livro vale a pena as lágrimas que você irá derramar. É uma leitura intensa, pois as temáticas abordadas não são simples, há uma discussão muito relevante sobre morte e abuso psicológico/físico. Até porque, não pensem que só o estupro é um abuso físico, qualquer tipo de violência é errado e precisa ser denunciado. Porém, claro que nem sempre a vítima consegue ter a iniciativa para mudar. E é essa batalha diária que vemos em Betina.


A presença dos amigos torna a obra mais emotiva, são eles que sempre estão ali e dão a coragem a nossa protagonista. Além de Nicolas, um médico super prestativo, irônico, sexy... Eu ficaria até amanhã o elogiando, rs. Ele é o porto seguro de Betina, ele consegue ver através das máscaras que ela o impõem. Sempre disposto a ajudar, Nicolas se torna aquele personagem que você quer para você! <3

O livro é grandinho, mas sem enrolação. A leitura é simples e envolvente, realmente a melhor obra da autora até agora. Indicaria para aqueles que adoram um drama reflexivo, que te torna alguém diferente após a leitura. É para se emocionar, mas sorrir, afinal, é para isso que existem as cores do mundo, para acabar com a imensidão de preto e branco, certo?



Sendo assim, super recomendo a obra! Venha se encantar pela Betina e se apaixonar pelo Nicolas. Um romance doce e marcante para o seu coração.

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!

- Alessandra Salvia

domingo, 29 de outubro de 2017

Série: Mindhunter

Olá amores!

Vocês já conhecem Mindhunter? É a nova série da Netflix baseada no livro homônimo escrito por John Douglas e Mark Olshaker publicado pela Editora Intrínseca. Com a primeira temporada (10 episódios) já disponíveis, Mindhunter é a nova sensação do momento e eu não podia deixar de trazer minha opinião para vocês.


Baseada em fatos reais, a história é sobre como o agente do FBI, Holden Ford, tornou-se um estudioso das mentes de psicopatas americanos. Sendo inicialmente um agente especialista em negociar com criminosos, ele começou a analisar e entrevistar vários assassinos em série e traçou perfis psicológicos. 


O estudo de Holden foi muito significativo para a psicologia atual. Há muitos questionamentos, como por exemplo, os psicopatas nascem assim ou se tornam diante das circunstâncias sociais? Qual o limite de um agente do FBI para condenar um suspeito? Até que ponto é saudável para a mente humana se envolver nesse tema? Holden é tão imerso nesse mundo de sociopatia que no decorrer da temporada começamos a ver uma alteração comportamental interessantíssima, já que não há limites nos casos estudados.

Acho válido informar a vocês que não é uma série para resolução de crimes. A maioria já está resolvida e o culpado na cadeia. O foco mesmo é a entrevista com esses condenados, Holden e o seu parceiro Bill desmistificam casos famosos como o homem que caçava prostitutas no Alaska, o assassino de crianças de Atlanta e o matador de Green River.


O ritmo da série é lento e simples, a série se destaca pelo excelente enredo e interpretações. Os diálogos e reflexões apresentadas são impactantes e surpreendentes. O fato de vermos como realmente um psicopata age e pensa, como para ele tudo faz sentido, é (no mínimo) inquietante. Você fica vidrado na cena, quer entender as metáforas e explicações que os assassinos dão. Muuuuito interessante!

Já o elenco, é um caso a parte. Jonathan Groff foi um Holden excelente. De início todo tímido e introspectivo, depois um rapaz ardiloso e ousado. Claro que na cena final lhe faltou um pouco de coragem, mas quem não ficaria daquela maneira? Porém, meu ator preferido dessa temporada foi Cameron Britton, o primeiro assassino entrevistado, o Edmund Kemper. Pessoal, que impecável! Sua expressão neutra enquanto falava atrocidades... Sua frieza na hora de expor detalhes do crime... Nossa!


É uma série para quem tem estômago. Não por ser explícita, mas por ser forte. O tema é minuciosamente explicado e detalhado. A paciência é a palavra chave para quem a assiste. O episódio piloto é um pouco entediante, mas depois o ritmo se torna envolvente e é impossível parar de ver.

A segunda temporada já foi confirmada e existe a grande possibilidade de um dos entrevistados ser Charles Mason, um dos assassinos mais famosos dos EUA. Eu já estou ansiosíssima e pensando seriamente em ler o livro, esse é um assunto que me interessa por eu gostar muito de psicologia e analisar a mente humana, mas adianto que não teria a capacidade de ser uma agente do FBI que desvenda e estuda esses casos.


Espero que vocês tenham gostado da dica de hoje. A temática é bem diferente do que estou acostumada a trazer para vocês, mas acho válido sempre inovarmos. Ainda mais quando é uma série da Netflix tão boa assim, a produção é ótima e realmente vale a pena. Sendo assim, quero saber a opinião de vocês. O que acham? Já assistiram?

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Uma das melhores séries do ano!

- Alessandra Salvia