sexta-feira, 13 de março de 2020

Words Challenge: 1888 - Liberação dos Escravos

Olá amores, 

Como estão? Preparados para mais um words challenge? Hoje, confesso que eu não estava preparada quando li a temática e resolvi fazer um texto diferentão para cumprir o desafio, as palavras eram: esquecido, memória, aguentar, sorriso, pêssego, tribunal. Espero que gostem e que entendam o meu posicionamento. Ah, e tem texto lá no Interrupted Dreamer também!


Words Challenge: 1888 - Liberação dos Escravos 

"Quando me foi proposto o tema 'Libertação dos Escravos', eu logo pensei: será que estou apta para falar sobre algo tão delicado? Será que como uma jovem mulher branca, eu saberia escrever e representar essa época? Diante dessa insegurança, resolvi não arriscar. 

Esse texto será uma reflexão sobre a memória, sobre não deixar esquecido nosso passado, pois ele é um lembrete de nossa responsabilidade: não cometer os mesmos erros de antigamente, fazer o mundo um lugar melhor e conscientizar o próximo que todos somos iguais e merecemos respeito. 

Em 1888, tivemos a libertação de escravos por uma princesa branca. Romantizaram a história colocando uma doce e indefesa princesa, com pele de pêssego e laços cor de rosa no cabelo para ser a super-heroína dos injustiçados. Grande engano! A libertação iria acontecer de qualquer maneira, na época já se sabia que a luta dos escravos era ganha e as opções, simplesmente, eram dar-lhes o merecido, a tão sonhada liberdade ou perder dinheiro com as fugas na escuridão da noite. Pois é... Até mesmo a História era modificada para não assumirem o quão errado tudo aquilo era.

Felizmente, atualmente houve um aumento significativo de casos de preconceito levados ao tribunal para (tentar) conseguir justiça, mas isso ainda não é o bastante. Se a mudança não vir da base, da educação e dos exemplos que damos ao próximo e às crianças não conseguiremos acabar com as situações de exclusão e marginalização.

Estou ciente dos meus privilégios e falar que quero igualdade é fácil, o mais importante é acreditar e lutar por essa igualdade. Minha missão é levar sorrisos ao mundo, é aguentar firme perante as adversidades. É dizer ao meu colega que o passado não se repetirá e que estamos todos juntos. Ninguém solta a mão de ninguém."



- Alessandra Salvia

terça-feira, 10 de março de 2020

Série: Sex Education - Season 2

Olá amores,

Eu sei, estou mega atrasada com as críticas das séries aqui, mas é por um bom motivo, estou trazendo um monte de conteúdo e inclusive posts extras durante a semana! YEY! Mas deixa isso pra lá, vamos falar da segunda temporada de Sex Education que lançou mês passado na Netflix?




VAMOS! Essa segunda parte se inicia após o término da outra, com Maeve fora da escola, Otis e Ola namorando e Eric sendo uma das melhores pessoas do mundo. ♥ Porém, tudo desanda quando Ola começa a ser uma chata e Rahim se interessa pelo nosso cristal Eric...




Por incrível que pareça, Otis ficou insuportável! Ai que ranço que peguei dele nessa segunda temporada! Ainda bem que nos 45 do segundo tempo, uma mensagem no celular aliviou um pouco toda minha raiva, rs. E acho que é normal o protagonista se perder assim, até pelo fato dele ser um adolescente, condiz com o processo de amadurecimento do garoto então nem levarei isso em consideração da minha avaliação, até porque, sendo sincera, eu nem assisto a série pelo Otis, kkkkkk.

Para mim, os grandes destaques são Maeve e Eric. E ambos continuam com plots muito relevantes e interessantes. Exemplificando... Maeve já teve seu episódio de destaque na primeira temporada com o aborto (como não lembrar daquelas cenas...) e agora a relação com sua mãe dependente química será o foco. Além, dos "boys lixo" que cruzam seu caminho. Maeve tem uma das histórias de vida mais fortes e delicadas, toda a força e inteligencia da personagem é perceptível e temos orgulho da jornada dessa garota. Dá muita vontade de dizer: vem cá amiga, me dá um abraço que você é maravilhosa demais para passar por tudo isso!

Agora, falando sobre Eric: visivelmente há uma perda de brilho no personagem. Rahim, seu novo namorado, pode ser uma pessoa legal e tal, mas a intenção aqui é mostrar que não importa certo, errado, não importa o que o outro sente, cada um sente o que sente e é impossível mudar isso. Particularmente, eu não gosto do Rahim, mas gostei muito das questões abordadas com sua presença na série. As mudanças em Eric são sutis só que perceptíveis. 


Outra observação que preciso fazer sobre essa temporada é o destaque que dão para a sororidade e para o feminismo. As cenas de assédio e como Aimee lida com a situação são reais e a história mostrar a união/amizade feminina é muito relevante. "Não é não", a culpa não é da vítima são algumas das abordagens que teremos e que faz todo o sentido para mudarmos o mundo através da conscientização e da informação.


E por falar em informação, temos aquela famosa educação sexual bem humorada que já conhecemos. Nessa segunda parte, a diversidade cresce e o conhecimento se expande para novos gêneros, novos problemas sexuais e para a aceitação do diferente. Até porque, o diferente não é estranho ou inaceitável, o diferente é especial e precisa ser respeitado.

"Sex Education" já possui sua terceira temporada confirmada e espero uma discussão aberta sobre relacionamentos abusivos, Viv e Jackson se envolvendo e Maeve toda emponderada mandando Isaac para aquele lugar, rs. E vocês? Já assistiram? Querem assistir? Me conta o que esperam!

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhosa!

- Alessandra Salvia

domingo, 8 de março de 2020

Livro: Entre Laços e Conflitos

Olá amores,

Vamos falar de "Entre Laços e Conflitos" da Helô Delgado? O livro pode ser encontrado na Amazon e está disponível no catálogo do Unlimited.


A história sobre Natália, uma jovem mãe solteira que fará de tudo pelo bem estar dos seus gêmeos, Mari e Gui, é de comover até o coração mais duro e insensível. Aqui, veremos uma luta em nome do amor. Mari e Gui são frutos de um estupro e ao ver seu menino precisando de um transplante de medula, Nat fará o que estiver ao seu alcance para salvar a vida do menino, incluindo voltar a cidade na qual tudo aconteceu e pedir ajuda ao pai das crianças.

Crianças... Crianças nada. Mari e Gui já são adolescentes e que tem opiniões e sentimentos muito bem definidos, que tem discernimento para avaliar toda a situação e se posicionarem. São os diálogos entre Nat e os filhos que me derrubaram. A verdade nua e crua ali que nos incomoda, mas que possuem uma abordagem tão sincera que nos sensibilizamos e entendemos cada atitude tomada. Quer exemplos? Nat demonstra toda sua fragilidade após o trágico incidente, se afasta de todos aqueles que a amam e por mais que eu não fizesse o mesmo (eu gostaria de apoio), ela tem argumentos concretos e que me convenceram de cada atitude tomada. É como se os personagens fossem reais, eu queria abraçar cada um para dizer que tudo ia ficar bem. Menos Danilo, aquele babaca não merece minha compaixão. E diferentemente dos outros livros que possuem essa temática, a autora humanizou até mesmo esse "vilão" trazendo uma nova versão dos fatos (disponível apenas no ebook da obra, viu?). Foi muito interessante, criativo e sensível. 

Se você leu minha resenha de "Dilacerada" (outro livro da autora que você pode conhecer AQUI), sabe que a Helô coloca em suas obras reflexões que eu nunca seria capaz de fazer sozinha. Reflexões que me tornam alguém melhor sem ao menos eu perceber o quanto precisava daquilo. Não estou dizendo que as posturas apresentadas são 100% corretas, não. Estou dizendo que as cenas e diálogos nos fazem pensar sobre determinados assuntos ao nos colocar em posições de conflito, posições que antes não víamos com tanta facilidade. Sou uma grande admiradora da Helô não apenas por seu talento, como também por seu tato e cuidado.

Outro ponto que quero destacar é que mesmo no meio desse drama todo, teremos sorrisos. O livro é sim otimista e o bom humor de Gui contagiante. A presença de Igor nos mostra uma outra versão de Nat e ficamos sempre na torcida para ela finalmente reconstruir sua vida amorosa. É um livro tão completo que já sinto saudade...


"Entre Laços e Conflitos" é a obra mais maduras da autora até o momento e que conquistará aqueles corações carentes de um bom romance dramático. Não se preocupem, é fácil de ler e o sorriso no rosto do leitor aparecerá. Claro, depois de algumas lágrimas, mas quem não gosta de uma boa dose de esperança ao terminar ao leitura? 😉


Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!

- Alessandra Salvia

quinta-feira, 5 de março de 2020

Livro: Operação (quase) Perfeita

Olá amores,

Quem se lembra da delicinha de leitura que tive com "O Plano (quase) Perfeito"? Não? Leia a resenha AQUI, pois hoje vamos falar do livro 2 da série, o chamado "Operação (quase) Perfeita" escrito pela Bruna Mazzali e pela Erika Leonardo e publicado pela The Gift Box.


Essa série não precisa ser lida necessariamente em sequência, pois os protagonistas não são os mesmos de "O Plano (quase) Perfeito", porém recomendo que vocês conheçam primeiro Alice e Edu e depois venham para a história de Alexa e Martin, ela é a irmã de Edu e ele o melhor amigo. Aqui, ambos estarão em uma missão especial totalmente confidencial, eles são policiais e precisarão de todo auto controle para não jogar tudo para o alto por conta desse relacionamento gato e rato que possuem.  

Como já esperado, a narrativa é muito fluída e engraçada. Li o livro em um dia porque não conseguia parar! Logo na primeira interação do casal, o improvável acontece e é impossível não dar aquela gargalhada gostosa. Por mais que as temáticas e o desenvolvimento da obra estejam mais elaborados, a narrativa simplifica as coisas, deixando tudo leve e divertido, exatamente o que a gente precisa para relaxar e tirar aqueles problemas chatos da cabeça.

Senti que o primeiro livro das autoras foi mais para sentir o público, pegar aquela confiança. Enquanto esse livro 2, houve mais ousadia e detalhes no caso apresentado, elas estão se soltando e explorando oportunidades. Novamente não dá para ver divisão no texto de tão integrado que o enredo está. Confesso que meu livro preferido ainda é o de Alice e Edu, mas Alexa e Martin são tão apaixonantes quanto! Impossível não torcer para Alexa dar um choque em Martin quando ele começa a dar uma de Cris Gray, rs. (SEM SPOILERS, Alessandra. Sem spoilers, porque o leitor merece se divertir assim como você!)

Falando sobre o final, não achei tão surpreendente assim, mas cumpriu seu papel de ter um plot twist adequado. Gostei bastante do drama vivido pela Alexa, deu uma pegada forte de emoção que a obra precisava. O que me leva a reiterar outro ponto super positivo para as autoras, nos romances delas, por mais que existam exageros e cenas de alívio cômico, o romance é palpável e nada acontece do dia para a noite, há tempo para os personagens sentirem e descobrirem como consertar as coisas. Nem que para isso, o leitor sofra um pouco na espera... rs. (E vocês sabem que eu amo essa sofrência literária, né? ♥)


Novamente, com aquele estilo sessão da tarde que tanto amamos, "Operação Quase Perfeita" é o indicado para ser devorado em um belo sábado a tarde ensolarado. Ainda não sei se teremos um terceiro livro dessa série, mas torço para que as autoras lancem mais obras o quanto antes!



Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ (4/5) - Muito bom!

- Alessandra Salvia

terça-feira, 3 de março de 2020

Filme: Por Lugares Incríveis

Olá amores,

Não é segredo para ninguém o quanto o livro "Por Lugares Incríveis" mexeu comigo e agora com a recém lançada adaptação pela Netflix, resolvi trazer minhas impressões sobre o filme também.


Lembrando que a história tem fortes gatilhos sobre depressão e suicídio, ok? Realmente acredito que pode ser perigoso para algumas pessoas, porém para alguém como eu, que perdeu o pai por conta da depressão, é uma boa forma de analisar a situação e compreender, que seja o mínimo, o que aconteceu. Agora, vale dizer que o filme ainda pega leve em relação ao livro, ok? Algumas coisas mudaram, foram beeem suavizadas, só que a essência está lá!

Vi muitas pessoas dizendo que o roteiro é fraco e a abordagem de saúde mental rasa. Eu discordo pelo simples fato de que se eles pegassem mais pesado a faixa etária iria subir e poderiam sim fazer de "Por Lugares Incríveis" o erro que foi "13 Reasons Why" (eu até gostei da primeira temporada de 13RW mas depois acho que eles perderam o senso e exageraram). Ou seja, era intensificar a história e muita gente viria reclamar de "desserviço social", até porque, convenhamos, poucas pessoas da nossa sociedade estão adeptas e dispostas a conversar sobre temáticas tão importantes e delicadas. Só que eu já estou falando falando e falando... O que realmente importa é: vocês já sabem do que a história se trata?

Violet Markey, é uma adolescente que acaba de perder a irmã mais velha em um acidente e carro e que está prestes a cometer suicídio. Finch a encontra e conversando de maneira bem humorada, salva sua vida. A partir daí, vemos um esforçado Finch tentando fazer Violet voltar a ver a beleza da vida, entretanto, nem tudo são flores e 'explosões de raiva' acontecerão....


Eu gostei muito das atuações! Eu não gostava muito da Elle Fanning, mas ela soube transmitir a dor e choque por toda a situação. O fato de mudarem as características de Finch não me incomodou, o ator também carregou o papel muito bem e ambos me arrancaram lágrimas nas cenas mais tensas. Na verdade, minhas lágrimas começaram no momento em que Finch manda Violet sair do quarto e foram até os créditos finais... É um filme para sentir e você vai sentir, por isso recomendamos a pessoa estar bem emocionalmente para essas quase 2 horas (o filme tem 1h e 48 minutos).

Vale dizer que há uma mensagem muito importante sobre as palavras que usamos em nosso dia a dia, pois não sabemos o que o outro está passando, não sabemos como aquilo pode refletir a longo prazo. E vendo algumas pessoas não entendendo a relevância de um simples ato educado, gentil, ou até mesmo do silêncio, me machuca muito, pois o suicídio existe, não adianta enganarmos a todos dizendo que o filme é exagerado ou fraco. As coisas são como são e muita gente precisa de ajuda. Torço que mais uma vez esse seja um alerta e também o estopim para cada um de nós sermos mais empáticos e estendermos a mão ao próximo.

Agora, se você está lendo isso e tem problemas de depressão e pensa no suicídio, vou abrir meu coração como filha de alguém que cometeu tal ato: você não está sozinho. Nossa, que clichê, seus olhos podem estar revirando agora, eu sei, mas é verdade. Vai ser estranho ou até mesmo surreal conversar com um estranho, só que vai ajudar. Como diz Violet, não pense no que você vai ganhar, pense no que você vai perder. Há um mundo de possibilidades e descobertas a serem feitas, você é muito importante para não fazer parte disso


Falando também sobre o livro físico, a Editora Seguinte acaba de lançar uma edição super especial com capa dura, sobre-capa do filme e pôster (este último, é exclusivo da Amazon). É uma edição de colencionar memorável que se você não pode perder. Só fiquem de olho que o preço da obra sem o pôster está IGUAL a com o pôster, viu? Se querem comprar o certo, cliquem AQUI.


Espero não ter deixado o post pesado ou triste, essa é uma história que mexe comigo e o livro realmente mudou minha vida quando eu mais precisava. ♥

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Emocionante!

- Alessandra Salvia

domingo, 1 de março de 2020

Livro: Grito das Estrelas

Olá amores,

Hoje, vamos conversar sobre "Grito das Estrelas", o romance escrito por Priscila Debly e publicado pela Editora Coerência em 2019.


A obra nos contará a história de Tainara, uma mulher forte que foi criada pela tia na aldeia Karajá e que através de sonhos, se comunicará com as estrelas para descobrir histórias de mulheres vítimas do feminicídio. Paralelo a isso, Rudá, um jovem e belo índio roubará seu coração e a ajudará a lidar com o peso de seu dom.

Não considero a obra um romance romântico, mas já adianto que Rudá é apaixonante! Todo educado, amável e disposto a tudo para permanecer ao lado de Tainara, é uma amizade de infância que cresce e se solidifica pelo amor. E por mais que você encontre uma bela história entre eles, para mim, o foco é no emponderamento da mulher e no alerta contra o feminicídio

Não foi uma leitura fácil por conta de todos os desconfortos que ela nos proporciona. Desconforto este que é espelho de nossa realidade, então se torna um alerta, um "grito" de socorro de mulheres que convivem conosco. E não apenas mulheres, como minorias em geral, por exemplo, as tribos indígenas. Aqui, a autora não tem medo de expor todas as problemáticas enfrentadas pelos índios, mas de uma maneira doce e delicada, nos encanta com toda a sua visão de mundo e ideologias.

Pois é... A história tem um apelo social enorme e envolve o leitor por meio de uma narrativa fluída e emotiva. Para quem leu o livro anterior da Debly, é nítido ver o crescimento da autora. Não apenas por sua escrita, mas pelo desenvolvimento de sua obra que está muito mais completo e consistente. "Grito das Estrelas" possui uma temática forte, mas não teria um apelo tão intenso se não fosse a narrativa que possui.


E por falar no livro anterior da autora, o chamado "Espelho, Espelho Meu - Qual crush escolho eu?" tem uma ligação direta com essa história. Por mais que não seja necessário lê-lo para ler esse, é o recomendável, pois assim você evita spoilers e poderá ter uma bonita surpresa ao chegar aqui.

Falando agora da edição: que livro maravilhoso! Não apenas pela capa, mas por todos os detalhes da diagramação, há ilustrações, há citações em cada início de capítulo, as páginas são amareladas e tamanho de letra confortável. Foi uma delícia de leitura e super recomendo a edição física para a experiência ser completa.


Desta forma, "Grito das Estrelas" se tornou uma gostosa e impactante surpresa que eu recomendo a todos! Aproveito para deixar o link de compra AQUI e para o Unlimited AQUI.

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!

- Alessandra Salvia

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Livro: Quase uma Duquesa

Olá amores,

Recentemente, a autora parceira Juliana Dantas lançou na amazon a continuação do livro "Sonho de Princesa", o chamado "Quase uma Duquesa".




Caso queira conhecer a resenha do livro 1, clique AQUI, pois essa resenha é impossível não conter spoiler do primeiro volume da trilogia que também é um spin off de 'Uma Noiva de Natal', a série da Julie e do Simon que vocês também acompanham aqui no blog.

Nessa obra, Sophia é uma sonhadora vidrada na família real britânica e está fazendo de tudo para se casar com o príncipe Harry. Porém, após se apaixonar pelo fotógrado Henry, sua vida tem uma reviravolta de 180º: ele é um duque que não está contente em retornar para casa para os compromissos aristocráticos. Agora, como fazê-lo entender que tais compromissos são um privilégio não um fardo?

Como sempre, Juliana Dantas tem seu bom humor afiado e cenas bem divertidas para trazer gargalhadas de seus leitores. E por mais que Sophia esteja mais centrada, ela ainda possui sonhos e tem uma difícil missão aqui, demonstrar que seu amor por Henry é maior e mais forte do que seu desejo de ser nobre e isso acarretará em situações constrangedoras e hilárias! 

Eu não dou nota máxima para obra, novamente, por conta desse exagero de cenas de comédia. Não pense que é como Julie e Simon, não. Aqui tudo é mais comedido, mas mesmo assim não é algo que me atraia 100%, eu gosto mais quando a autora pesa a mão no drama, coisa que aqui fica em um plano bem secundário.

Esse livro também será o ponto de encontro de Julie e Simon com Sophia e Henry. Aqui, entenderemos a linha temporal de ambas as histórias e como cada detalhe se encaixa. Temos a promessa do livro 3 vindo por aí, o chamado "Um Brinde à Realeza" está previsto ainda para 2020.


"Quase uma Duquesa" é um chick-lit gostosinho e rápido de se ler. Recomendo para fãs do gênero e para quem deseja uma história tipo sessão da tarde: romantica, desastrada e encantadora!



Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ (4/5) - Muito bom!

- Alessandra Salvia