terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

TAG: Carnaval dos Livros

Olá amores,

Essa terça-feira, vamos fazer algo diferente de trazer séries, vamos fazer uma TAG especial de Carnaval, que tal? Eu não sou muito fã da folia, prefiro ficar em casa lendo meus amados livros, mas por que não comemorar a data? \o/ A TAG foi criada pelo canal Pronome Interrogativo e espero que vocês gostem!



CATEGORIAS

☆ Samba-enredo: Seu livro favorito de todos os tempos:

Difícil expressar tudo o que esse livro representa para mim. O melhor. Em breve, uma resenha completa.

☆ Mestre-sala e porta-bandeira: Um livro com um casal arrebatador:
Emília e Diogo. Resenha em breve!

☆ Harmonia: um livro que tenha sido bom do início ao fim:

Um dos melhores thrillers que já li. Resenha AQUI.

☆ Comissão de frente: um livro com uma capa que faz jus à história:

Capa amorzinho como a história. Resenha AQUI.

☆ Evolução: um livro com uma história perfeita, sem tirar nem por:


Ache um defeito em Sarah J Maas. É um desafio. Resenha AQUI.

☆ Rainha da bateria: uma escritora que samba na cara da sociedade:

Colleen Hoover é uma diva! Nunca decepciona em seus livros.

☆ Bateria: um livro que tenha feito seu coração bater mais forte:

Só de lembrar, fico sem fôlego. Resenha AQUI.

Agora me contem, quais seriam as escolhas de vocês? Neste Carnaval, vou passar acompanhada de um belo thriller que já já vocês descobrirão qual é!!! 😜

- Alessandra Salvia

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Livro: Orgulho e Preconceito

Olá amores,


Vamos para a resenha do clássico do mês? "Orgulho e Preconceito" da Jane Austen, na verdade, já tem uma postagem aqui no blog, porém é de uma edição pocket e um pouco complicada para se ler, então resolvi fazer a releitura com uma edição nova que a editora Martin Claret lançou recentemente e que por sinal é MUITO MARAVILHOSA!

O uso das cores, a capa ser dura, a fitinha marcadora, o desenho no meio da obra... Tudo está impecável e fico feliz demais em ter esperado um pouco para fazer minha coleção da Jane Austen, pois assim consegui manter o padrão com essas novas capas. *surto de felicidade aqui*



Mas agora vamos falar do enredo? Quem ainda não conhece, "Orgulho e Preconceito" foi escrito em 1797 e nos traz a história de amor do arrogante e orgulhoso Sr. Darcy e da inteligente Srta. Elizabeth Bennet. Porém, este não é um romance comum como lemos nos dias de hoje, aqui a época é muito bem retratada e a linguagem mais rebuscada, é necessário uma atenção e uma dedicação maior para entendermos os acontecimentos que levam Lizzie a odiar/amar Darcy.

Confesso para vocês que por ser uma releitura, eu comecei a ver alguns pontos que antes não tinha percebido. Acho que me encontrei melhor no enredo e naqueles personagens com nomes difíceis de pronunciar. Eu consegui desenhar melhor as relações, consegui entender os motivos pelos quais algumas atitudes foram tomadas. Isso me surpreendeu muito, pois esperava aquela confusão que tive na primeira vez que li, tanto que sempre dizia que tinha consciência de que havia deixado muita coisa passar. Talvez deva elogiar aqui o tradutor que fez um excelente trabalho

E lá vem polêmica, mas vou dizer mesmo assim: Lizzie é um pouco chata, rs. Admiro muito sua inteligência e sua ousadia para a época, mas realmente acredito que o desenvolvimento de Darcy é infinitamente superior ao dela e o próprio envolvimento emocional dele é melhor explorado. Não sei se foi a intenção de Austen  em nos envolver mais com o personagem masculino, só sei que ela fez isso muito bem e é impossível não acabar a história apaixonada por ele. Enquanto isso, Lizzie muitas vezes tira conclusões precipitadas por 'fofoca' de terceiros, até porque, vamos combinar que conhecendo a Sra. Bennet (mãe de Lizzie) ninguém culparia o Sr. Darcy por afastar o Sr. Bingley de Jane, não é mesmo?



E por falar em Jane e Sr. Bingley, confesso que até gostaria de que ambos tivessem mais destaque, pois é notável a pureza dos sentimentos do casal, mesmo com as irmãs chatas do rapaz tentando interferir o tempo todo. 

O ritmo de leitura é lento e sem muitas surpresas, principalmente se você já assistiu a adaptação. Jane Austen escreve uma grande obra, um verdadeiro clássico da literatura inglesa, mas que não é para todos os públicos, porque muitas vezes pode ser considerada entediante. Para vocês entenderem ainda mais sobre a complexidade da escrita da autora, Jane não retrata em momento algum contato físico entre seus personagens, o relacionamento e sentimentos são explorados apenas por diálogos e pensamentos, como o decoro previa na época em que foi escrito.



Desta forma, finalizo a resenha dizendo que essa segunda leitura foi diferente da primeira.  Consegui separar mais a obra literária do filme e como a Sil do blog Prefácio me disse, acredito que a adaptação para os cinemas foi tão boa, que se torna melhor que o original. Chega a ser um pouco decepcionante, mas fico feliz de ter conseguido assimilar a história de uma maneira muito mais clara do que há alguns anos. 

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ (3/5) - Bom!

- Alessandra Salvia

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Texto: Consequences

Olá amores,

Um texto sobre consequências não me deixava em paz há algumas semanas e foi tão fácil colocá-lo para fora que me surpreendi. Espero que gostem dessa nova mini história totalmente autoral que eu trouxe hoje para vocês!!!



Saber lidar com as consequências é uma coisa que fazemos desde pequenos. É algo natural, como se Deus tivesse nos dado o livre arbítrio já pensando que aprenderíamos na prática o que fazer e o que não fazer. Afinal, quem nunca ouviu da própria mãe aquele famoso ditado: 'não faça com os outros o que você não gostaria o que fizessem com você'? 

Eu mesma ouvi isso diversas vezes e mesmo assim cometi alguns erros na vida. Erros os quais sou mulher para assumir e pedir perdão, mas será que você também pensa e age desta forma? Será que você sente a necessidade de vir até mim e simplesmente ouvir minha voz? Será que você sabe que ainda carrego comigo o peso de nossas conversas? 

Você me mudou e talvez meu maior erro tenha sido não aceitar essa mudança. Insistimos que eu ainda era a garotinha que sonhava viver um conto de fadas. Insistimos que o sentimento que surgiu naquela tarde ensolarada era suficiente. Dói pensar que não foi. 

Te amar foi fácil. Te amar foi difícil. Te amar foi viver. 

Ainda posso não entender os motivos pelos quais tudo aconteceu, mas eu realmente acredito que um dia tudo será claro como uma nuvem branca no céu azul turquesa. 

Tenho orgulho de dizer que lidei com as consequências de frente, sem abaixar a cabeça ou ter vergonha. Para ser ainda mais sincera, descobri que não tenho arrependimentos. Independente de certo ou errado, eu faria tudo novamente para aprender que meu coração pode ser completo se eu passar a acreditar em mim mesma. 



- Alessandra Salvia

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Série: Safe

Olá amores,

Essa série já está no catálogo da Netflix há algum tempo, mas como eu sou uma pessoa meio atrasada em relação a séries, estou nem aí em trazer só agora para vocês, ok? rs Vamos falar sobre a primeira temporada de Safe, uma série criada pelo autor Harlan Coben (pessoal, não é adaptação literária, tá? É uma criação própria para a TV).


Para quem me acompanha há algum tempo, pode perceber que eu nunca trouxe um livro do Harlan aqui para o blog, porque eu simplesmente nunca li nada dele. HAHAHAHA Porém, isso vai mudar porque após assistir Safe algo surgiu dentro de mim e eu já comprei dois livros do autor. Então, bora voltar para o foco e falar sobre o enredo da série?


Nessa temporada única que contém 8 episódios, mergulharemos numa jornada de busca. Tom é um cirurgião pediátrico que, após o sumiço da filha mais velha (Emma), sai em busca de pistas para encontrá-la. Só que é nesse clima de tensão que o namorado da garota aparece morto em uma piscina do condomínio onde vivem.

Grande parte das cenas são dentro do condomínio e percebemos que todos os moradores sabem mais do que contam. Os jovens, principalmente, escondem os verdadeiros acontecimentos da última festa em que Emma foi vista, afinal, há indícios de muito álcool e drogas e se a polícia se envolver no caso, várias pessoas podem sair prejudicadas. 

A obra é muito bem executada e tem um elenco incrível, porém o que a faz perder pontos comigo é quantidade de plots em aberto no final. Como um todo, não posso reclamar porque tem mistério, tem relações familiares a serem descobertas, tem muito drama. Tudo aquilo que me atrai e prende minha atenção. Até mesmo as resoluções do sumiço e do crime são muito bem escolhidas e explicadas, fui feita de trouxa e adoro essa surpresa, porém queria mais algumas cenas para termos as consequências do que acontece com todos os outros personagens. Senti que apenas os protagonistas mereciam um final, sabe? Os secundários simplesmente foram esquecidos e olha que eles tinham plots bem interessantes. 



O uso de flashbacks foi muito inteligente, pois há três "tempos" nessa história. Há o presente no qual Tom busca a filha, há o passado da Emma desaparecendo e há o passado no qual a mãe da garota está viva, mas doente. Tudo é importante para construir o envolvimento do telespectador, para entendermos quem cada um é e o mais importante: ninguém está 100% correto ou livre de segredos.

É uma série que possui um ritmo acelerado, não dá para ficar entediado e o fato de já ter um final, ajuda muuuuuuuito. Não temos informações de renovação, só sabemos que o Harlan Coben assinou um contrato com a Netflix para adaptar 14 livros de mistério. Ou seja, teremos novidades em breve dessa parceria de sucesso.



Espero que tenham gostado da dica de hoje, a série não é tão pesada quanto The Sinner, então é tranquilo de assistir e garanto que você vai se surpreender com o desfecho final da temporada.

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ (4/5) - Muito bom!

- Alessandra Salvia

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Livro: Rio Vermelho

Olá amores!

Vocês já conhecem "Rio Vermelho" da Amy Lloyd publicado pela Faro Editorial? A obra já ganhou alguns prêmios fora do Brasil, porém, infelizmente, minha experiência de leitura não foi das melhores e hoje trago a resenha completa, com e sem spoilers à vocês.


Primeiro, para quem ainda não conhece a história, digo que é sobre Dennis, um rapaz condenado por assassinato que já está preso há 18 anos e tem muitos fãs por todo mundo que realmente acreditam em sua inocência. Uma dessas fãs é Samantha, ela mora na Inglaterra e se sujeita a trocar cartas com Dennis, chegando a se apaixonar e viajar para conhecê-lo. Por essa sinopse, já percebemos o quanto a história pode ser maluca, certo? Mas tudo fica ainda pior quando Dennis é solto e Sam se vê em dúvida sobre a inocência do companheiro.

Eu sei que tem pessoas que se envolvem com assassinos, então essa nem será minha principal crítica a Sam, afinal, mesmo o relacionamento tendo sido um ponto que me incomodou, acho que a protagonista é mais do que isso: ela é chata, ela tem sérios problemas psicológicos, ela não quer ver a verdade bem a sua frente e principalmente, ela assume responsabilidades que não deveria. Ah, e ainda a fazem parecer insensível e vítima de toda a situação. Como eu queria que alguém a levasse a terapia... 🙄


E não acho que isso seja parte da função de Dennis na obra, acho que é uma crítica a narrativa e construção que a autora fez, pois muitas vezes, os problemas se perdem no meio do desenvolvimento da história e ficamos 'a ver navios', somente para Dennis sair como beneficiário. Quer exemplos? Vamos aos spoiles: o fato de Sam estar se tornando viciada em remédios, qual foi o desfecho disso? O final da Carrie? O final do policial e seu filho? Senti que para o suspense ser mantido, ou justificar um final 'surpreendente', ela não terminou plots realmente relevantes.

O final não foi total surpresa. Eu acertei de quem era a culpa, mas não a forma como tudo se resolveria. Não acertei as decisões tomadas por cada personagem, mas também foram tão absurdas que só problemas psicológicos justificam aquilo, sendo sincera. rs

Agora, caso vocês estejam se perguntando se algo valeu a pena na leitura, vou ter que dizer que sim. É impossível parar de ler na metade. A gente se vê presa aos personagens seja para surtar, seja para xingá-los, seja para ficar com dó. Talvez seja a mágica da incerteza que os thrillers nos oferecem? Talvez sim, então a obra como um todo funciona. Não posso dar uma nota muito baixa, porque fiquei entretida e totalmente envolta àqueles sentimentos. E ainda super recomendo que vocês leiam para saberem se terão a mesma opinião que eu.


Deixem seus comentários, vamos conversar sobre "Rio Vermelho" e os thirllers que não chegaram ao ápice para vocês, que tal?

P.S.: Só eu me incomodo com o fato da capa ser verde enquanto o título possui a palavra 'Vermelho'? rs

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ (3/5) - Bom!

- Alessandra Salvia

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Words Challenge 2019 - Aquário

Olá amores,

Preparados para mais um Words Challenge? Hoje, nossa personagem aquariana possui as seguintes características: individualista, amiga, animada, excêntrica, atraente e gosta do que é pouco convencional! As palavras selecionadas foram as seguintes: tosco, som, batida, peculiar, tarefas, direção, nós e novamente. E tem texto novo lá no Interrupted Dreamer, também viu? Corre lá!


Words Challenge 2019 - Aquário

O carnaval está chegando e odeio não ter nada para fazer nessa época. Sinto que estou desmotivada e perdendo tempo sentada aqui no sofá olhando o instagram de pessoas lindas e ricas. Rolo o dedo pela página e paro em um anúncio sobre uma festa a fantasia que terá no clube da minha cidade. Essa festa acontece anualmente, mas eu nunca fui pois sempre achei um pouco... tosco. Coisa de velho. E também para ir sozinha, qual a graça teria? 

Meus amigos gostam de agitação, de um som alto e muita dança. Totalmente o oposto da festa do clube que provavelmente será um bailinho com batida de frutas como refrescos. Dou risada sozinha, mas decido marcar minha melhor amiga na postagem. Vai que ela topa ir comigo, só para ficar rindo da cara daquele povo... peculiar.

@gabiii diz: @mari topa? 😎

Se ela negar, eu finjo que foi uma brincadeira sem graça. Volto a rolar o feed até que por uma surpresa, a Mari me responde rápido demais.

@mari responde: @gabiii estou entediada. Te pego as 19h.

Dou um pulo do sofá e corro para tentar arrumar uma fantasia icônica. Eu gosto de ser original, gosto de ser única. Preciso procurar algo que seja incrível! Fantasias que estão na moda não serão nem cogitadas, como por exemplo, os ladrões de La Casa de Papel ou Eleven de Stranger Things. Ai Ai Ai. Essa talvez seja uma das tarefas mais difíceis que já tive. Até que olho na estante de livros no meu quarto e BINGO. A ideia surge.

Passo o resto do dia arrumando os detalhes da fantasia e no horário estou esperando minha melhor amiga para irmos nos divertir. Aliso a peruca vermelha e retoco o batom no mesmo tom. Quando a buzina toca, saio direto sem dar tchau para minha família.

- UAU! Você está maravilhosa! - Mari logo me reconhece e eu fico satisfeita. 
- Espero que eu seja a única como Pennywise nessa festa.
- Você ainda tem dúvidas? E eu espero que seja a única Harlequina. 

Prefiro não dizer que a fantasia dela é previsível. Apenas sorrio e entro no carro. Em menos de 10 minutos estamos na festa e surpreendentemente, o local está incrível. Luzes neon, música eletrônica num volume bem alto e uma mesa de doces de dar diabetes a qualquer um.

Nós já estamos nos apropriando de uma mesa a margem da pista de dança quando vejo um balão vermelho e um casaco amarelo despontando da mesa do DJ. Isso não pode ser verdade. NÃO. NÃO. NÃO. Calma Gabi, seja racional como você geralmente é. Não saia brigando com um estranho só porque suas fantasias combinam de alguma maneira. Afinal, isso não é totalmente ruim. Você ainda continua sendo o único Pennywise da festa.

Suspiro. Peço licença para Mari que já está com uma batida de morango nas mãos (eu disse!) e caminho em direção a cabine do DJ. Ele está concentrado tocando uma versão de Work da Rihanna e eu não posso ignorar o bom gosto musical dele. Quando estou bem próxima, vejo o balão vermelho preso na mesa e o puxo para baixo. O DJ se assusta. Eu sorrio.

- NOSSA, você me assustou - ele diz franzindo o cenho, mas começando a sorrir ao ver minha fantasia.
- Se fosse combinado, não daria tão "certo" - respondo simplesmente, fria, sem sorrir. Quero que ele perceba que estou irritada.
- Uma fantasia se torna mais icônica ao ter um complemento, sabe? - ele tenta fazer graça - Quer alguma música em especial? Acho que nunca te vi por aqui...
- É minha primeira festa no clube. E talvez a última...
- Ah, vamos lá! Pare de ser chata, vamos nos divertir, quem sabe ano que vem não possamos combinar novamente? - Ele pisca para mim e apenas então, eu vejo o quanto ele é bonito. 
- Talvez... Qual seria sua ideia para o próximo carnaval? - decido entrar na brincadeira.
- Ah, você vai ter que esperar eu sair daqui para descobrir. Que tal esperar meu intervalo? 

Olho para Mari que está que nem uma doida na pista de dança com uma senhora de cabelos brancos a acompanhando. Dou uma risada sincera e volto a atenção para o DJ "George" que me espera ansioso. 

- É... Talvez eu possa esperar.


- Alessandra Salvia

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Série: The Sinner

Olá amores,

Recentemente eu maratonei a série The Sinner e vim contar um pouquinho para vocês sobre minha experiência com as duas temporadas que por mais que sejam interligadas pelo detetive Harry Ambrose são totalmente independentes. 


Temporada 1

Nessa temporada, o foco será o caso de Cora Tannetti, uma mãe que está passando o dia na praia com o marido e o filho e simplesmente mata o homem que está a sua frente a facadas. Essa temporada é baseada no livro de mesmo nome escrito por Petra Hammesfahr e posso dizer que foi um sucesso aclamado pela crítica e por mim. 


Diferente do convencional, aqui sabemos quem é o assassino logo de cara e Cora não tenta nem se defender. Porém, qual o motivo para ela ter tido essa atitude? Qual o verdadeiro motivo dessa violência toda?

Distribuído em 8 episódios, o caso é desenrolado por Harry Ambrose, um detetive que parece ter grandes problemas pessoais, mas adianto que  enredo como um todo é muito envolvente e surpreendente. O belíssimo trabalho da Jessica Biel não apenas como produtora da série, mas como interprete de Cora merece ser aplaudido de pé. Fiquei realmente impactada a cada episódio e não conseguia parar de assistir. 

E se você tem problemas com cenas pesadas, acho melhor evitar essa temporada. O final, principalmente, é bem forte e eu nunca imaginaria algo assim. Super recomendo para quem gosta da temática e quer ser surpreendido.



Temporada 2

Agora, na temporada 2 (que também tem 8 episódios), o foco é Julian, um menino de 13 anos que confessa ter matado os pais por envenenamento e o detetive Ambrose volta a sua cidade natal para ajudar a novata detetive Heather a entender os motivos do garoto.


Infelizmente, gostaria de dizer que essa temporada foi tão boa quanto a primeira, mas isso não seria verdade. Mesmo com uma temática interessante, o enredo não se sustenta por ser previsível e cheio de finais abertos. Além de ser muito parado, sem grandes revelações ou reviravoltas como foi a primeira temporada. 

Em relação ao elenco, destaco a personagem Vera interpretada pela atriz Carrie Coon que realmente me deixou na dúvida sobre quem ela seria. A ausência de Cora ou de informações sobre a personagem foi meio decepcionante também, afinal, eu só queria uma ligação dela para Ambrose para dar um futuro a personagem, sabe?

Outra observação que preciso fazer aqui é sobre as descobertas do passado de Ambrose, ao voltar para casa o detetive precisa lidar com lembranças e descobrimos exatamente o que aconteceu para que ele se tornar quem é. 


Ainda sem previsão de renovação, The Sinner se torna uma boa pedida para maratonas já que ambas as temporadas tem finais. Uma pena que a segunda não acompanhe o sucesso da primeira, mas ainda sim gostaria de saber sua opinião sobre a série: já assistiu? Quer assistir? Deixem seus comentários!

Minha Classificação da 1ª Temporada: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhosa!
Minha Classificação da 2ª Temporada: ♥ ♥ ♥ (3/5) - Boa.

- Alessandra Salvia

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Uma Amiga Indicou: O Segredo de Emma Corrian

Olá amores,

Como estão? Hoje, é dia de "Uma Amiga Indicou" (grupo composto por mim, pela Carol do 'A Colecionadora de Histórias' Priih do 'Infinitas Vidas', a Carol do 'Caverna Literária' e a Pam do 'Interrupted Dreamer') aqui no blog!!! E para ser ainda melhor a temática do mês foram livros empacados na estante, para me ajudar na escolha, a Carolzinha do A Colecionadora de Histórias me indicou: "O Segredo de Emma Corrigan", escrito pela Sophie Kinsella e publicado pelo Grupo Editorial Record.


A minha capa é a primeira e confesso para vocês que fiquei horas pensando no que ela tem de parecido com o enredo em si, mas ok, rs. Vamos a sinopse: Emma Corrigan é uma mulher adulta que ainda não encontrou sua vocação, porém já faz mais de um ano que está trabalhando na área de marketing e a um passo de conseguir a tão sonhada promoção. Porém, após uma reunião desastrosa com um cliente, Emma se vê presa em um avião no meio de uma turbulência assustadora. Pensando que ela vai morrer, ela conta TODOS os seus segredos para o rapaz a seu lado. E quando eu digo todos os segredos, digo todos mesmo, ela fala desde segredos do emprego à segredos sobre o sexo com o atual namorado. E isso só pode gerar muitas complicações quando o rapaz do avião surge em sua vida como ninguém mais, ninguém menos do que o dono da empresa na qual ela trabalha!!!! Ou seja, diversão garantida para nós, leitoras amantes de um bom romance, porque é óbvio que ambos vão se envolver mais do que o normal, né? <3 A GENTE GOSTA DE BABADO, CONFUSÃO E RISADAS!!! rs


Esse livro é o clássico chik-lit e serviu para abrir meus olhos em relação ao gênero, pois eu achava que já estava velha para essas leituras, todas as obras estavam parecendo fúteis e sem graça, mas isso não aconteceu com "Emma Corrigan". Eu devorei a obra! Fazia tempos que não me sentia assim com um romance despretensioso, gostosinho. Descobri que quando a história é bem escrita, eu consigo me envolver. Não é o gênero que me trava e sim o tipo de história.

A protagonista tem sérios problemas de maturidade e muitas vezes nos irrita, mas acho que a parte humana dela falou mais alto comigo. Ela mente muito, só que ao analisar, na maioria das vezes é para não machucar o outro. Emma não tem apoio familiar nenhum e as próprias amigas, não demonstraram uma amizade sincera com ela. Quando Jack aparece, eu sinto que podemos realmente ver a verdadeira Emma. Ela começa a ter mais confiança em si mesma e no final, descobre sim quem ela quer ser.


Não espere um final surpreendente ou emocionante. Confesso que até achei meio corrido, mas valeu a pena. Foi uma leitura rápida que encheu meu coração de alegria. É uma obra leve, para ler e relaxar, sabe? Tem algumas reflexões importantes sobre relacionamento, mas não é o foco. É para ler, sorrir, gargalhar e não ter vergonha. Aliás, se você for ler em público, já adianto que é impossível se segurar em algumas cenas, viu? rs

Para quem ainda não sabe, os direitos de adaptação já foram adquiridos e teremos um nome conhecido como direção e protagonista: Alexandra Daddario. Ela já fez Annabeth em Percy Jackson, porém realmente acredito que seu papel destaque possa a vir ser Emma Corrigan (caso façam tudo certinho, claro! E não estraguem como foi o caso de Becky Bloom). Apesar que é inegável o fato da história ser totalmente "sessão da tarde", rs. E o chefe Jack, será interpretado por Tyler Hoechlin, de Teen Wolf.

Cena do próprio filme que originalmente chamará: Can You Keep a Secret?

Agora me contem: o que acharam da dica de hoje? Já leram? Sei que o livro é um pouco antigo (foi lançado em 2003), mas era uma das minhas pendências literárias há anos e finalmente posso dizer com propriedade que "O Segredo de Emma Corrigan" é o melhor livro da Sophie Kinsella.

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!

- Alessandra Salvia

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Texto: Because Of You

Olá amores,

Como é sexta-feira, trouxe para vocês um texto inspirado em uma música da Kelly Clarkson que eu amo e acho que poucos percebem a força da letra. É um texto mais pesado, mas daqueles que eu gosto de fazer para trazer esperança àqueles que precisam.


Antigamente, eu tinha o costume de andar descalça. Antigamente, eu tinha o costume de ouvir música alto. Antigamente, eu tinha o costume de roer as unhas. Após um simples momento minha vida toda mudou e o silêncio se tornou meu melhor amigo. 

Lembro apenas de seus gritos e aquela dor insuportável adentrando meus pulmões. Ah, e luzes. Luzes vermelhas piscando. Meus olhos continuavam fechados. Eu mesma não queria abri-los. Veria estampado em meu próprio corpo o que eu custava a acreditar. Mas isso é passado. Eu sobrevivi. Tornei-me alguém que nunca imaginei que seria. Tornei-me mais forte e com mais manias. 

O vaso torto em cima da mesa não existe mais. Hoje, coloquei flores amarelas para tentar alegrar um pouco do que resta da parede cinza ao fundo, só que ainda me parece algo falso. Talvez tivesse que ter aceitado a sugestão da moça da floricultura e colocado algo no tom de rosa bebê ou branco. É... branco. Branco como a neve. Branco como o leite que derramei na cozinha ontem de manhã, pois fiquei nervosa demais quando o telefone tocou.

Posso tentar negar, mas algo que me incomoda demais é quando meu celular toca e o número que aparece é desconhecido. Gostaria de mudar essa mania. Gostaria de voltar a ouvir música alto, pois assim, quem sabe, abafasse os sons de desespero e de lamúria que surgem na minha mente. 

O porta retrato continua no lugar de sempre para eu me lembrar de que posso vencer esses pensamentos negativos assim como venci você. Ouviu? Eu venci você. Posso ainda ter medo, mas quem em sã consciência não teria? O importante é que não foi tarde demais para mim. Tomei coragem e não tenho mais vergonha de quem sou. Estou me reconstruindo. Pode demorar, posso ainda ter medo, mas ainda vou arrancar os sapatos e dançar sob a chuva comemorando mais um dia de liberdade.


- Alessandra Salvia

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Série: Outlander - Season 4

Olá amores, 

Mais uma temporada de "Outlander" chega ao fim e dessa vez já estamos indo rumo ao quinto ano da série produzida pelo canal Starz e exibida no Brasil pela Fox Premium e pela Netflix.


Com duas temporadas a mais já renovadas, a quarta temporada de "Outlander" é baseada no livro "Tambores de Outono" e é uma série que possui pouca visibilidade, porém grandíssima qualidade. Dificilmente haverá um episódio mal produzido ou pouco envolvente, o enredo trabalha muito bem o emocional do telespectador trazendo como temáticas principais a família, relacionamentos, adaptação a novas culturas e pertencimento.


Vamos dividir essa crítica em duas partes, com e sem spoilers, ok? Mas para quem quer conferir todas as resenhas (tanto dos livros, quanto das temporadas da série), deixarei os links abaixo:

SEM SPOILERS:
Nesta quarta temporada, a história se passa principalmente na América, nossos protagonistas estão tentando refazer a vida no novo mundo, juntamente com aqueles recém chegados, além dos índios locais que podem ser bem perigosos. 

Aqui, as novas civilizações nos serão mostradas de uma maneira bem realista, vemos a dor e a coragem dos nativos ao lutarem pelo o que são e pelo seu território. Acredito que pela primeira vez, vi a posição de quem acaba de chegar em terras desconhecidas e precisa lidar com essa violência e imprevisibilidade. Afinal, não podemos dizer que foi fácil colonizar a América, houve muita resistência e conflitos.


Com 13 episódios compondo essa temporada, digo com certeza que foi uma temporada delicada, sofrida, mas muito amorosa. O perdão é algo relevante aqui e só tenho a elogiar o roteiro magnifico que soube explorar o melhor da escrita da Diana Gabaldon. Sem falar, na belíssima fotografia e maestria das atuações de Caitriona Balfe, Sam Heughan e Sophie Skelton. 


COM SPOILERS:
Vamos falar um pouco sobre acontecimentos específicos para demonstrar que algumas cenas foram muito modificadas ou até mesmo excluídas da adaptação.

Para mim, o que mais me doeu foi não ter visto o parto da Brianna juntamente com a reconciliação dela com Jamie. Era uma das cenas mais esperadas, ainda mais pela briga ter sido colocada de uma maneira muito forte na história. Sorte a nossa que ambos se conhecendo foi a perfeição total! *-* Só de me lembrar dessa cena, fico emocionada. ♥


Como personagem mais chato, destaco sem dúvidas o Roger. Suas atitudes machistas me surpreenderam, pois eu não esperava que fosse me incomodar tanto. Talvez, no livro, essa parte da personalidade dele seja mais sutil e eu não tenha percebido tanto quanto na série. 

Agora, quem me surpreendeu demais e para o lado positivo foi Marsali e Fergus. Não sei se era porque a última imagem que eu tinha do casal era aquela abordada em "Um Sopro de Neve e Cinzas", mas eu tinha me esquecido o quanto eles são lindos e necessários juntos. Para quem só acompanha a série, também acho que foi uma surpresa, já que foi a temporada mais apaixonada para eles.

E falando na Brianna, muitos a consideram mimada e chata, mas por incrível que pareça eu gosto bastante dela! Acredito que a história e a construção da personagem nessa temporada foi a mais complexa e também a mais impactante. Claire e Jamie foram sim secundários perante a força e a dor da filha. Estou muito empolgada para o futuro da atriz na série e não vejo a hora de vermos as cenas da família Fraser com o novo integrante!


AAAA, e a volta do nosso querido Murtagh? Foi uma bela de uma surpresa revê-lo nessa temporada, não é mesmo? Gostei muito da voz que lhe deram e com o último episódio exibido, vieram várias promessas de um plot intenso! 

Ah, não posso deixar de falar no vilão da vez. Stephen Bonnet finalmente apareceu e nos arrancou lágrimas. Acho que sua crueldade supera a de Black Jack Randall, pois não se vê humanidade nenhuma em Bonnet, enquanto Randall fez o possível para salvar seu irmão. Alguns comentários que li sobre a cena em que Bonnet dá uma joia a Bree na prisão me deixaram preocupada com a possível romantização do abuso, mas tenho fé que todos vão enxergar o verdadeiro monstro que este pirata é. Até porque, você não acha que ele morreu na explosão, acha? rs


Com uma season finale aparentemente fraca perto de toda a intensidade da temporada, "Outlander" termina seu quarto ano com uma promessa de afastamento dos livros. Não que eu ache que será assim, mas existe a possibilidade, pois Murtagh vem ganhando cada vez mais espaço e ele nem está mais vivo na obra literária.

Minha Classificação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (5/5) - Maravilhoso!

- Alessandra Salvia